A nova instalação, que deve abrigar oficinas e laboratórios, é fruto de um projeto da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e as aulas devem começar ainda neste trimestre para turmas de aproximadamente 35 pessoas. A sede da unidade foi inaugurada neste mês em área do Campus Tancredo Neves (Ctan) da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Lá haverá espaço tanto para a fabricação de queijo quanto para transferência de conhecimentos.
“O espaço será cenário de treinamentos e pretendemos fazer a maioria dos nossos cursos baseados nas demandas da produção rural da região. Com parceria da Emater, da UFSJ e da Epamig será possível realizar levantamentos sobre os problemas do setor e desenvolver vários projetos. Em cima disso, queremos capacitar essa mão de obra para que consiga atingir seus objetivos, produzindo com maior qualidade”, comentou o gerente do Campo Experimental Risoleta Neves, Antônio Fernando Nunes.
A iniciativa funcionará, ainda, com parceria direta do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), unidade da Epamig localizada em Juiz de Fora que, segundo o gerente, é referência em ensino na área. “Os cursos serão ministrados por professores e pesquisadores renomados na área, alguns deles vindos do Cândido Tostes”, destacou. E completou: “Inicialmente vamos propor cursos e das demandas que forem surgindo vamos adequando profissionais e oficinas”, completou Nunes.
Aulas
A previsão é de que sejam oferecidos cinco cursos no primeiro semestre deste ano. “Haverá número limitado de vagas. Os cursos deverão ter entre 30 e 35 participantes. Mas para que eles se tornem realidade, vamos buscar parcerias para custear a parte de matéria-prima, por exemplo”, destacou o gerente, lembrando que a maioria será gratuita e que cursos mais longos terão custos baixos.
Nunes também explicou que o projeto foi realizado tendo como base levantamentos das necessidades da região, repleta de produtores de leite e derivados, como queijo minas frescal, muçarela e manteiga. “A intensa produção, aliada ao fato da certificação do Queijo Minas Artesanal e à possibilidade de inserção de novos tipos de produtos trabalhados na região, foram ganchos para a criação da Unidade de Pesquisa e Treinamento em Laticínios”, frisou.
E a iniciativa deve ir além das paredes da miniusina. Pesquisas estão sendo trabalhadas, também, do lado de fora. “São tecnologias diferenciadas para trabalhar melhor uma água que é usada para fazer um queijo, um equipamento de energia solar e outras tecnologias que visam baixar o custo na produção e racionalizar o trabalho”, concluiu.
As informações são da Gazeta de São João del-Rei.