MG: Calu estuda implantação de projeto de análise do leite
Publicado por: MilkPoint
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Quando o processo for implantado, as análises serão feitas duas vezes por mês e os produtores serão escolhidos por meio de sorteio. Os testes das amostras serão pagos pela própria cooperativa, que vai adotar o critério de qualidade na hora de remunerar o produtor rural. De acordo com o presidente da Calu, Márcio Ricardo Teixeira Guimarães, as regras ainda podem sofrer modificações como, por exemplo, o percentual máximo que será aceito nessas análises. Ele também reforçou a necessidade de preparar os pecuaristas para a mudança. "Se fosse implantado hoje nenhum produtor ganharia com isso e todos seriam prejudicados com a análise de qualidade", afirmou.
As regras fazem parte da Instrução Normativa No 51, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), publicada no dia 18 de setembro de 2002, e compõem o programa de melhoria da qualidade do leite do governo federal. A partir das análises será possível identificar e melhorar o percentual de sólidos do leite e agregar mais valor ao produto.
Atualmente apenas cinco laboratórios em todo o País estão credenciados para fazer esse tipo de análise e os mais próximos de Uberlândia estão localizados em Belo Horizonte, Goiânia e Piracicaba (SP).
As cooperativas de Patos de Minas e Araxá começaram o processo. O gerente da Divisão de Apoio ao Cooperado da Calu, Marcelo Nogueira Reis, calculou que, em 2005, será possível adotar o critério de qualidade para todos os produtores da região. Segundo ele, as primeiras análises indicarão a qualidade atual do leite e servirão de base para algumas mudanças que poderão ser implantadas em curto prazo.
O presidente da Comissão Técnica em Pecuária de Leite da Federação da Agricultura de Minas Gerais (Faemg), Eduardo Dessimoni, defendeu a implantação da Instrução Normativa e afirmou que esse é um processo necessário para que o País ingresse no mercado internacional.
Segundo ele, o produtor rural precisa se conscientizar da importância das mudanças e não mais adiar a sua implantação. Ele defendeu o lançamento de linhas de crédito subsidiadas pelo governo federal para que os pequenos produtores também possam fazer parte do processo.
Dessa forma, segundo ele, será possível garantir o aumento da produção de leite, o que hoje não acontece. "Se queremos balizar os nossos preços pelo mercado internacional e não pelas importações, precisamos investir nessa melhoria da qualidade do nosso leite", assegurou.
Fonte: Jornal Correio/Uberlândia (por Cladio Marcos), adaptado por Equipe MilkPoint
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EM 17/06/2003