Mercado europeu pode não aceitar lácteos do Brasil

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O setor lácteo deve ficar de fora da lista de produtos brasileiros que podem entrar no mercado europeu. Isso porque o setor nacional optou por não implementar um plano de controle de resíduos, já que não exporta muito para a Europa. O plano, portanto, seria apenas um custo suplementar.

No caso de outros produtos da pecuários brasileira, a União Européia aceitou, mas assegurou acompanhar de perto, o plano de controle de resíduos, e adiou um possível embargo desses produtos.

A queixa dos europeus, aproveitada pelos produtores para impedir as importações brasileiras, é de que vários resíduos considerados como tóxicos no mercado europeu não são devidamente controlados no Brasil em produtos como carne suína, de frango e bovina, mel, leite, ovos e frutas.

O Brasil promete implementar a metodologia européia do controle até final de 2007, o que exige 450 testes em laboratório por ano com cada substância. A matéria é Estadão/Agronegócios.
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Leandro Diamantino Feijó
LEANDRO DIAMANTINO FEIJÓ

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 03/08/2006

A implantação de um Plano de Monitoria de resíduos de drogas veterinárias em leite (PNCR - Leite) trata-se de um fornecimento de garantias sanitárias ao consumidor brasileiro para impedir o consumo de leite com níveis de resíduos que possam acarrtear danos à sua saúde. Desta forma, o incremento do PNCR/Leite não se caracteriza um gasto suplementar, e sim questão de saúde pública.



É sabido que no setor produtivo de lácteos é utilizada uma série de drogas veterinárias, como antibióticos, anti-inflamatórios, parasiticidas, vermífugos, dentre outros. Existe uma regulamentação nacional na qual incorre com o registro de drogas veterinárias que são permitidas para uso em vacas leiteiras, assim como para demais espécies. O setor produtivo leiteiro deve estar atento para seguir as instruções contidas nas bulas destes medicamentos a fim de se respeitar a dosagem preconizada, assim como a via de administração e o período de carência estabelecido.



O respeito a este período de carência é importante para que o organismo do animal seja capaz de metabolizar a droga administrada e eliminar a mesma de forma a não deixar níveis de resíduo que possam causar danos à saúde do consumidor. O Plano Nacional de Controle de Resíduos é um programa oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) que já contempla a pesquisa de pesticidas organoclorados, micotoxinas, avermectinas, tetraciclinas e sulfonamidas desde 2005.



Face a aspiração do setor de lácteos do Brasil para alcançar o mercado europeu, é necessário que se cumpra a legislação comunitária, com o monitoramento de outras classes de resíduos. O MAPA, prioritariamente, está preocupado em aumentar o escopo de resíduos a serem monitorados para garantir que chegue um leite "seguro" à mesa do consumidor brasileiro. Paralelamente, este aumento de scopo subsidiará a manutenção, bem como o incremento de parceiros comerciais do Brasil para a compra de produtos lácteos.



Sugere-se que a publicação de informações a respeito deste assunto seja discutida com profissionais da área, visto que a forma em que esta matéria foi publicada pode ocasionar leitura/interpretação errônea por parte do leitor.



Leandro Diamantino Feijó - Fiscal Federal Agropecuário e Coordenador do Plano Nacional de Controle de Resíduos - PNCR/MAPA
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