Os analistas de mercado geralmente agrupam as regiões como mercados maturados e mercados emergentes, disse Athavale. A Europa e a América do Norte podem ser consideradas mercados maturados, enquanto as regiões da Ásia Pacífico e América Latina são consideradas mercados emergentes. O que direciona principalmente o crescimento do mercado de queijos em pó nos mercados maturados é a dependência dos consumidores por refeições prontas e lanches embalados devido ao estilo de vida.
Embora os mercados maturados tenham um tamanho grande, o crescimento se desaceleraria devido ao aumento marginal no consumo per capita de queijos em pó, disse ele. “Atualmente, a América do Norte é o maior consumidor de queijos em pó e é provável que esteja entre os maiores consumidores globalmente nos próximos cinco anos”. Entretanto, Athavale acredita que os mercados emergentes têm mais chances de apresentar um crescimento significativo em um futuro próximo, graças ao rápido desenvolvimento da indústria de alimentos e urbanização.
Recentemente, o Bloomberg publicou um artigo sobre o queijo parmesão que gerou um debate considerável sobre o teor de celulose em certas marcas. Entretanto, Athavale disse que isso não deve afetar o queijo parmesão em pó. “O crescimento no mercado é menos provável de ser afetado devido à crescente popularidade dos queijos em pó entre os consumidores e às regulamentações rígidas do FDA (Food and Drug Administration)”.
Apesar do crescimento no mercado de queijos em pó, Athavale disse que o desafio que os processadores enfrentam é a falta de inovação tecnológica na América do Norte. “A maioria dos processadores de queijos em pó dependem do processo de secagem por atomização e outros processos, como a liofilização, que não são economicamente viáveis”.
Athavale sugere que os processadores norte-americanos prestem atenção às inovações na produção, por exemplo, a inovação de misturas de queijos com a combinação de dois ou mais sabores naturais. “Eles também podem precisar focar nos mercados emergentes, como México, Brasil, China e Índia, à medida que o potencial de importação desses mercados está aumentando”.
As informações são do Dairy Reporter.