Para o engenheiro de alimentos Roberto Stefanini, da empresa Alibra, produtora de leite em pó modificado, deve haver uma regulamentação em torno de padrões de identidade e qualidade para as categorias de produtos, pois é necessário haver uma modernização tecnológica do processo produtivo, contemplando as novas possibilidades de ingredientes e variações de formulação para que se leve ao consumidor produtos honestos, logisticamente acessíveis e a preços condígnos.
"O que não dá para aceitar é que, entidades que se dizem protetoras, escudeiras do consumidor, imponham seus comentários e pensamentos de forma inapropriadamente soberana e de sorte a colocar um produto - aqui nesse caso o leite em pó modificado - como um grande vilão do mercado. Esse tipo de pensamento é de direito democrático, mas de infundado conteúdo técnico ou mesmo mercadológico", desabafa.
Para Stefanini, o consumidor é de certa forma pouco esclarecido sobre certos produtos, mas ressalta que o leite modificado não é um aviltamento do leite in natura. "É uma variação de oferta no mercado, em termos de qualidade e preço. É um produto honesto elaborado por empresas honestas. As que não o são (independente do produto que fabricam) devem ser eliminadas do mercado", acrescenta. Clique aqui para ler a carta na íntegra.
Leitor comenta: leite modificado não é vilão do mercado
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MÁRIO SÉRGIO FERREIRA ZONI
PONTA GROSSA - PARANÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 30/03/2006
Seria muito estranho que pessoas ligadas ao segmento de processamento de soro de leite não se manifestassem a favor do "Leite modificado". O primeiro ponto a ser considerado acredito que seja o da definição do produto, visto que soro de leite reconstituído, no muito, poderia ser uma bebida láctea, e nunca trazer no rótulo a definição de "Leite". Estabelecida esta diferenciação, o consumidor final faria a escolha.
O segundo ponto a ser considerado é a quem realmente interessa esta indiferença, em relação ao uso de embalagens dúbias colocadas nos pontos de vendas a disposição dos consumidores, e que ao citar coisas como "leite modificado" e "manteiga light", correlacionam alimentos produzidos com subprodutos com os fabricados com produtos originais.
O segundo ponto a ser considerado é a quem realmente interessa esta indiferença, em relação ao uso de embalagens dúbias colocadas nos pontos de vendas a disposição dos consumidores, e que ao citar coisas como "leite modificado" e "manteiga light", correlacionam alimentos produzidos com subprodutos com os fabricados com produtos originais.

FAQUINI
CURITIBA - PARANÁ - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS
EM 28/03/2006
Mais uma vez tenta-se através da ignorância, prejudicar as indústrias de alimentos. Nenhum produto alimentício pode ser sujeito a alvo de críticas em que se coloque o mesmo como responsável por problemas de mercado.
As indústrias de alimentos, têm trabalhado insistentemente por produtos de qualidade e custo acessível à população. Os custos operacionais estão cada vez mais altos, e as margens de ganho cada vez mais reduzidas.
Sempre que um produto novo, começa a atingir um relativo sucesso no mercado, aqueles indivíduos de mentalidade ultrapassada e retrógrada, procuram banalizar negativamente, pois não estão preparados para evolução do mercado consumidor.
Prejudicar um segmento da indústria nacional, para proteger interesses que muitas vezes não são ligados à economia nacional (importadores), ou aqueles que não têm competência comercial para vender seus produtos, com margem de contribuição, não é a maneira mais correta de contribuir para o desenvolvimento da cadeia láctea em nosso país.
Condenar o Leite em Pó Modificado ou a Bebida Láctea, ou qualquer outro produto diferenciado, não fará aumentar a competitividade dos produtores do leites e das demais indústrias, e sim competência administrativa e ética profissional.
As indústrias de alimentos, têm trabalhado insistentemente por produtos de qualidade e custo acessível à população. Os custos operacionais estão cada vez mais altos, e as margens de ganho cada vez mais reduzidas.
Sempre que um produto novo, começa a atingir um relativo sucesso no mercado, aqueles indivíduos de mentalidade ultrapassada e retrógrada, procuram banalizar negativamente, pois não estão preparados para evolução do mercado consumidor.
Prejudicar um segmento da indústria nacional, para proteger interesses que muitas vezes não são ligados à economia nacional (importadores), ou aqueles que não têm competência comercial para vender seus produtos, com margem de contribuição, não é a maneira mais correta de contribuir para o desenvolvimento da cadeia láctea em nosso país.
Condenar o Leite em Pó Modificado ou a Bebida Láctea, ou qualquer outro produto diferenciado, não fará aumentar a competitividade dos produtores do leites e das demais indústrias, e sim competência administrativa e ética profissional.