RS: custos da produção de leite fecham 2025 em queda, mas margens seguem pressionadas

Apesar da deflação dos insumos, produtor enfrenta compressão de margens na atividade leiteira. Expectativa para 2026 inclui alívio nos custos com alimentação e insumos importados.

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O Índice de Insumos para Produção de Leite Cru do Rio Grande do Sul (ILC) fechou 2025 com deflação de 3,62%. A queda nos custos foi impulsionada por fertilizantes, silagem e concentrado, mas itens como sal mineral e combustíveis aumentaram. Apesar da deflação, o preço do leite caiu 19%, pressionando as margens. Em dezembro, o ILC subiu 0,7% devido ao aumento dos fertilizantes. Para janeiro, espera-se redução nos preços do milho e da soja, o que pode aliviar custos.

O Índice de Insumos para Produção de Leite Cru do Rio Grande do Sul (ILC) encerrou 2025 com deflação acumulada de 3,62%, segundo relatório divulgado pela equipe econômica da Farsul em 28 de janeiro.

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O resultado acompanha de perto o comportamento do IPA-DI/FGV, que registrou retração de 3,61% no mesmo período. A forte correlação entre os dois indicadores indica que o movimento de queda dos preços no atacado se refletiu de forma significativa nos custos dos principais insumos utilizados na produção de leite.

A redução dos custos ao longo do ano foi puxada, principalmente, pelos preços de fertilizantes (-2,2%), silagem (-8,8%) e concentrado (-4,3%). Em sentido oposto, alguns itens seguiram pressionando a estrutura de custos, como sal mineral (+10,6%), combustíveis (+1,6%) e energia elétrica (+6,2%).

Apesar do comportamento deflacionário dos insumos, o cenário econômico da atividade leiteira não apresentou alívio efetivo. A queda no preço do leite ocorreu em ritmo superior ao recuo dos custos, implicando compressão de margens e limitando a percepção de alívio do custo no curto prazo. Em 2025, o preço recebido pelo produtor registrou recuo de 19%.

No mês de dezembro, o ILC apresentou alta de 0,7%, influenciada principalmente pelo aumento nos custos com fertilizantes, que avançaram 3,48% no período. Houve também leve elevação nos preços dos combustíveis, de 0,3%. Em contrapartida, os gastos com energia elétrica recuaram 13,6%.

Para janeiro, a expectativa é de redução nas cotações do milho e da soja, o que pode aliviar os custos com alimentação animal. Também há projeção de queda do dólar, fator que tende a reduzir despesas com fertilizantes e combustíveis.

As informações são da Assessoria de Comunicação Farsul, adaptadas pela equipe MilkPoint.

 

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