Em 2002, o leite condensado tem mostrado importância ainda maior (ver gráfico). Apenas em junho, as exportações de leite condensado representaram 68,5% do total de lácteos exportados pelo país. Considerando o período de janeiro a julho (dados ainda não publicados), quando o total de lácteos exportador atingiu US$ 23,7 milhões, o leite condensado respondeu por US$ 6,9 milhões, ou 29,1% do total, embora a proporção esteja ascendente.

Segundo notícia publicada no jornal Valor Econômico, a Itambé está embarcando 140 toneladas de leite condensado para o Oriente Médio. Segundo Jacques Gontijo, vice-presidente da empresa, o Brasil é competitivo nesse produto, uma vez que temos leite, açúcar e aço, as três matérias-primas básicas do produto, em condições muito competitivas de custo de produção.
Outras empresas de grande porte também estão exportando leite condensado, tendo como destino países como os Estados Unidos, Japão e Suíça. Analistas do mercado apontam que a Parmalat exportou leite condensado aos Estados Unidos.
A "descoberta" do leite condensado como produto importante se dá em um momento em que os preços do leite em pó estão muito deprimidos no mercado mundial, inviabilizando a participação brasileira, visto que a tonelada de leite em pó está sendo comercializada a valores abaixo de US$ 1200.
O preço médio de exportação de leite condensado, em 2002, está sendo de US$ 0,83 por kg.

Fonte: MilkPoint