O consumo de leite nos Estados Unidos está caindo, mas, apesar disso, a população do país gasta cerca de US$ 35 bilhões em leite fluido por ano - e isso não inclui produtos como queijos e manteiga. Esta indústria bilionária justifica o fato de companhias de todos os tipos estarem tentando entrar neste mercado através do lançamento de inúmeros tipos de leite, desde os acrescidos de sabor até os leites carbonatados, para atrair de volta a atenção dos consumidores a este produto.
Apesar de a popular campanha "Got Milk?" trazer celebridades como John Elway, Britney Spears e até Lara Croft e o Incrível Hulk, os norte-americanos ainda não estão se sentindo tão atraídos pelo leite como deveriam estar.

Em 1998, os norte-americanos beberam em média 23,6 galões (89,336 litros) de leite por ano, mas o número vem gradualmente caindo, ficando em média em 22,6 galões (85,55 litros) no ano passado. "É verdade que o consumo de leite tem caído, que os norte-americanos têm bebido menos leite, mas este produto permanece sendo uma das bebidas mais populares", disse o representante do Grupo NPD - que fornece informações globais sobre vendas e mercados -, Harry Blazer. "De fato, de todas as bebidas consumidas em casa, o leite é a número um. O que estamos mesmo esperando é que alguém traga algo novo para o leite".
Parece que não será necessário esperar muito. As companhias de refrigerantes já estão olhando para o leite como novas oportunidades de crescimento. A Cadbury Schweppes já lançou uma nova linha de bebidas lácteas acrescidas de sabor chamadas Raging Cow, e a Coca-Cola não ficou atrás, após o lançamento de sua própria linha de bebidas lácteas com sabores de frutas neste mês.
Porém, para encontrar uma bebida láctea realmente original os consumidores precisam olhar para pequenas operações como a E-moo, o leite carbonatado que tem como público alvo as crianças que não gostam de leite. Uma garrafa de E-moo de oito onças (226,796 gramas) tem todos os benefícios nutricionais de um copo de leite desnatado com o mesmo volume, porém, com sabores como chicletes (bubble gum) e uva (mooberry), ou seja, sabores diferentes da maioria dos demais produtos presentes no mercado.
O E-moo foi criado por George Clark, um químico que confeccionou o primeiro exemplar da bebida em sua própria cozinha, mas foi sua esposa, Mary Ann, uma enfermeira, que o estimulou a desenvolver o E-moo. "Quando nosso filho era pequeno, eu era enfermeira de sua escola, e almoçava lá. Eu fico preocupada quando as crianças não têm oportunidade de ter algo saudável e que tenha um bom sabor". Fazer com que as crianças bebam o E-moo é outro problema, mas neste quesito os Clarks também têm vantagem - eles têm uma audiência cativa.
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) está proibindo todas as bebidas carbonatadas (gaseificadas) das escolas públicas do país, mas o E-moo tem uma carta de isenção. Primeiramente, o E-moo somente será disponibilizado nas cantinas das escolas de 10 estados do país, a partir do próximo mês.
"Nós não queremos que as crianças não bebam seu leite e bebam só o E-moo", disse Mary Ann Clark. "Nós queremos que as crianças que gostam de leite, bebam seu leite da linha tradicional. Mas, se for para não beber leite desta linha, ao invés de optar por bebidas não nutritivas, temos a opção de lhes oferecer o E-moo, de forma que eles possam obter todos os benefícios nutricionais do leite".
No ano que vem, o casal deverá estar lançando o E-moo nos estabelecimentos de varejo do país. Para isso, o produto terá que passar pelo teste de sabor dos consumidores.

Fonte: Msnbc.com (por Rebecca Quick)