Lácteos: exportação é saída para falta de reajustes no varejo
Publicado por: MilkPoint
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Com a aposta das múltis, os embarques estão batendo recordes. De janeiro a outubro, o Brasil exportou 30,6 mil toneladas (US$ 32,2 milhões), segundo a Secex, mais que as 25 mil toneladas de todo o ano passado. Já as importações somaram 90,8 mil toneladas (US$ 142,3 milhões) no período, em alta de 81,8%.
Pressionadas pelo custo do leite in natura, cujo preço segue sustentado, e pelas embalagens, que encareceram com a desvalorização, as empresas reclamam que está difícil negociar reajustes com o varejo.
A Parmalat foi uma das empresas que criaram um departamento para aproveitar o potencial externo. Segundo o profissional contratado para chefiar a área, João Men, os embarques ganharam força e em 2002 a empresa deve exportar 70% mais que em 2001. Ele reconhece que o câmbio foi determinante e calcula que mesmo o dólar a R$ 3 viabilizaria os embarques.
Para Men, as exportações são um hedge natural, facilitam captação de recursos e significam moeda forte para incrementar a receita, efeitos importantes para quem enfrenta prejuízo no Brasil. A empresa de origem italiana está exportando leite condensado e creme de leite para América do Sul e EUA. México e Ásia estão na mira.
A Mococa, do grupo holandês Royal Numico, está exportando para África, América Central e acaba de realizar o primeiro embarque para os EUA. Segundo o presidente da Royal Numico no Brasil, Carlos Eduardo Gouvêa, a exportação já representa 10% do volume de leite condensado produzido pela empresa.
Conforme fontes do mercado, a Nestlé deve dobrar os embarques de lácteos esse ano, para mais de 20 mil toneladas, incluindo leite condensado, creme de leite e leite em pó. Por meio de sua assessoria de imprensa, não confirmou o volume, mas disse que até agosto exportou mais leite condensado do que em 2001.
Para organizar seu apetite exportador, o setor buscou o apoio do governo e começará a participar dos programas de exportação da Apex, além de fazer um estudo sobre barreiras sanitárias e alfandegárias de países-alvo.
Fonte: Valor On Line (por Raquel Landim), adaptado por Equipe MilkPoint
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OUTRO - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 12/11/2002
PORQUE NÃO AUMENTAR PREÇOS AO PRODUTOR, QUE ARRAÇOARIA MAIS O SEU REBANHO ETC..; ENFIM RESPONDERIA COM MAIOR PRODUÇÃO. ESTRANHO, NO MÍNIMO, À LUZ DO LIVRE MERCADO.
COMO A CNA SE POSICIONA DIANTE DISTO?
COMO DEVEMOS ENTENDER ISTO?
A QUEM RECORREMOS?
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