Lácteos: exportação é saída para falta de reajustes no varejo

Publicado por: MilkPoint

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Mais competitivas com a desvalorização do real e em meio a uma queda-de-braço com o varejo por reajustes, as multinacionais do setor lácteo estão investindo no mercado externo. Com isso, as exportações brasileiras de lácteos, que começaram de forma incipiente em 1996, ganharam fôlego em 2000, com grupos nacionais, e levaram Itambé, CCL, Confepar, Embaré e Ilpisa a criar a trading Serlac.

Com a aposta das múltis, os embarques estão batendo recordes. De janeiro a outubro, o Brasil exportou 30,6 mil toneladas (US$ 32,2 milhões), segundo a Secex, mais que as 25 mil toneladas de todo o ano passado. Já as importações somaram 90,8 mil toneladas (US$ 142,3 milhões) no período, em alta de 81,8%.

Pressionadas pelo custo do leite in natura, cujo preço segue sustentado, e pelas embalagens, que encareceram com a desvalorização, as empresas reclamam que está difícil negociar reajustes com o varejo.

A Parmalat foi uma das empresas que criaram um departamento para aproveitar o potencial externo. Segundo o profissional contratado para chefiar a área, João Men, os embarques ganharam força e em 2002 a empresa deve exportar 70% mais que em 2001. Ele reconhece que o câmbio foi determinante e calcula que mesmo o dólar a R$ 3 viabilizaria os embarques.

Para Men, as exportações são um hedge natural, facilitam captação de recursos e significam moeda forte para incrementar a receita, efeitos importantes para quem enfrenta prejuízo no Brasil. A empresa de origem italiana está exportando leite condensado e creme de leite para América do Sul e EUA. México e Ásia estão na mira.

A Mococa, do grupo holandês Royal Numico, está exportando para África, América Central e acaba de realizar o primeiro embarque para os EUA. Segundo o presidente da Royal Numico no Brasil, Carlos Eduardo Gouvêa, a exportação já representa 10% do volume de leite condensado produzido pela empresa.

Conforme fontes do mercado, a Nestlé deve dobrar os embarques de lácteos esse ano, para mais de 20 mil toneladas, incluindo leite condensado, creme de leite e leite em pó. Por meio de sua assessoria de imprensa, não confirmou o volume, mas disse que até agosto exportou mais leite condensado do que em 2001.

Para organizar seu apetite exportador, o setor buscou o apoio do governo e começará a participar dos programas de exportação da Apex, além de fazer um estudo sobre barreiras sanitárias e alfandegárias de países-alvo.

Fonte: Valor On Line (por Raquel Landim), adaptado por Equipe MilkPoint
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marcos salgado oliveira
MARCOS SALGADO OLIVEIRA

OUTRO - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/11/2002

COMO SE EXPLICA EXPORTAR 30,6 MIL T A US$32,2 MILHÕES E O INCREMENTO DAS IMPORTAÇÕES, EM 2002, A MAIS DE US$1400 POR T ?

PORQUE NÃO AUMENTAR PREÇOS AO PRODUTOR, QUE ARRAÇOARIA MAIS O SEU REBANHO ETC..; ENFIM RESPONDERIA COM MAIOR PRODUÇÃO. ESTRANHO, NO MÍNIMO, À LUZ DO LIVRE MERCADO.

COMO A CNA SE POSICIONA DIANTE DISTO?
COMO DEVEMOS ENTENDER ISTO?
A QUEM RECORREMOS?
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