Justiça Federal de MG condena 18 envolvidos em esquema que adulterava leite com soda cáustica

A Justiça Federal de Uberaba (MG) condenou 18 pessoas envolvidas no esquema de adulteração de leite na cooperativa Copervale, sediada em Uberaba. Os condenados responderam por crime contra a saúde pública. As cooperativas adicionavam soda cáustica e outros ingredientes no leite. A fraude foi descoberta em outubro de 2007, durante a Operação Ouro Branco.

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A Justiça Federal de Uberaba (MG) condenou nesta quinta-feira (9) 18 pessoas envolvidas no esquema de adulteração de leite na cooperativa Copervale, sediada em Uberaba. Os condenados responderam por crime contra a saúde pública. As cooperativas adicionavam soda cáustica e outros ingredientes no leite.

A fraude foi descoberta em outubro de 2007, durante a Operação Ouro Branco. Os condenados foram enquadrados no crime contra saúde pública, mas escaparam da condenação por formação de quadrilha.

O diretor-presidente da Copervale, Luiz Gualberoro Ribeiro, foi condenado a sete anos e dez meses de prisão. O engenheiro químico Pedro Renato Borges, que criou a fórmula, recebeu pena de cinco anos e dez meses.

Já o fiscal agropecuário federal, Afonso Antônio da Silva, responsável pela fiscalização da cooperativa, terá de cumprir pena de seis anos e cinco meses de reclusão. Outros 14 funcionários das cooperativas foram condenados a um ano e seis meses de prisão, com pena substituída por prestação de serviços comunitários - todos foram beneficiados por terem contribuído nas investigações.

O único funcionário que se recusou a ajudar a polícia foi Fabiano Cunha Rezende, que deverá cumprir quatro anos e oito meses de prisão.

O leite era recebido de produtores rurais e recebia o acréscimo de uma solução química que continha soda cáustica, ácido cítrico, citrato de sódio, sal, açúcar e água. A adulteração visava aumentar a lucratividade da empresa, já que, com a adição dos componentes, o leite rendia mais e tinha o prazo de validade aumentado.

"A fórmula química, desenvolvida pelo denunciado Pedro Renato Borges, era adicionada ao leite cru na proporção de 8% a 10% e permitia, a um só tempo, aumento do volume e do prazo de validade do leite, na medida em que, com a adição de todas as substâncias, além de diminuir a respectiva acidez, mantinha-se inalterada a densidade e o ponto de congelamento do produto, sem que o exame de crioscopia constatasse a quantidade de água inserida no leite", relatou o MPF na denúncia.

Segundo os depoimentos dos acusados, a cooperativa adulterava, em média, 120 mil litros de leite por dia.

Continua em andamento outra ação penal que resultou da Operação Ouro Branco, contra a Casmil, cooperativa sediada em Passos. Nesta ação, 28 pessoas respondem pelos crimes relativos à adulteração do leite.
A matéria é da UOL, adaptada pela Equipe MilkPoint.
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Joseph Crescenzi
JOSEPH CRESCENZI

ITAIPÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 15/02/2012

É José Humberto, se tivesse as mesmas penalidades aqui que tem na China ...
José Humberto Alves dos Santos
JOSÉ HUMBERTO ALVES DOS SANTOS

AREIÓPOLIS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/02/2012

É meu amigo Fernando

Não sei se esse exemplo vai funcionar.

O problema maior é a falta de ética e a amoralidade.

Sabe aquela história. "Eles fizeram assim, se eles fizessem assado, não seriam pegos".

Concordo com o dr. Guilherme, os dirigentes punidos deveriam ser proibidos de exercer a atividade.

Mas gostaria de fazer uma pergunta: Os dirigentes não são cooperados? Não são produtores de leite que acumulam as funções de dirigentes das Cooperativas?

Ora a hipocrisia, ora, ora.....

Como diz um grande diretor de teatro: ai de mim, ai de mim.

E a lei chinesa hein?
Fernando Melgaço
FERNANDO MELGAÇO

GOIÂNIA - GOIÁS - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA

EM 13/02/2012

Acho que realmente já estava passando da hora de haver punições mais rigorosas para os fraudadores de leite.

Esta é uma prática muito antiga e muito mais frequente que se pensa. Só que as penalidades eram muito fracas, dando apenas em fechamento de algumas indústrias (as menores), porque com as maiores dificilmente se mexiam, ficando quase que impunes.

Acredito que com este exemplo, muitos vão pensar duas vezes antes de praticar uma fraude.

Um alimento tão nobre como o leite, mais usado na alimentação infantil, jamais poderá ser fraudado.

Que a fiscalização continue atuando com rigor, porque quando bem feita pode-se detectar quase todos os tipos de fraudes.

Atenciosamente,

Fernando Melgaço.
Guilherme Alves de Mello Franco
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/02/2012

Prezados Senhores: Mesmo não sabendo os teores integrais dos processos e tendo a vontade comemorar pela lição destinada pela Justiça a estes infratores, entendo que a mesma, todavia, não foi completa e nem a esperada. Deveriam, tais pessoas perder sua capacitação profissional, nunca mais podendo atuar no setor, seja em que nível for. Como alertei, não sei se isso aconteceu - pode ser que sim; gostaria desta informação. Mas, com a gravidade das atitudes apuradas, se assim não o foi, esperamos que seja.

Por enquanto, comemoramos pela metade.

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

Carlos Aguilar
CARLOS AGUILAR

RIBEIRÃO PRETO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 10/02/2012

Excelente! Esperamos que continuem na cadeia e que a justiça brasileira dê este belo exemplo a todos os fraudadores de plantão, que não são poucos.
José Humberto Alves dos Santos
JOSÉ HUMBERTO ALVES DOS SANTOS

AREIÓPOLIS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/02/2012

E la nave camina.....
Qual a sua dúvida hoje?