IA no campo: investir hoje é garantir produtividade amanhã

A inteligência artificial acelera o avanço do agronegócio e traz ganhos de até 25% em eficiência. O futuro do agro depende da adoção imediata. Saiba mais!

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 3 minutos de leitura

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Investir em inteligência artificial (IA) nos próximos 12 meses pode proporcionar uma vantagem competitiva de até cinco anos no agronegócio, segundo Oscar Burd, da FGV Agro. O uso de tecnologias digitais, como agricultura de precisão e robótica, já mostra aumentos significativos de produtividade. Especialistas destacam a urgência da transformação digital e a necessidade de adaptação às novas gerações e padrões climáticos. O consenso é que o agronegócio brasileiro deve aproveitar a oportunidade para liderar tecnologicamente.

Investir em inovação, em particular em inteligência artificial, nos próximos 12 meses poderá ser uma vantagem competitiva no agro por até cinco anos, avalia Oscar Burd, professor do Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) e fundador da Success, empresa especializada em tecnologia da informação para a cadeia do agro. Burd participou do painel “O futuro é agora: tecnologias que estão transformando o campo”, que integrou a programação do evento Agro Horizonte, promovido nesta quarta-feira (29/10) pela Globo Rural, em Brasília.

A adoção de IA e de novas tecnologias será uma obrigação para quem quiser sobreviver no agro. Enquanto o rádio e a televisão levaram décadas para atingir 100 milhões de usuários, a internet levou sete anos e o ChatGPT, apenas três meses”, raciocinou.

Segundo ele, o ritmo de disseminação das inovações demonstra a urgência da transformação digital. “Não há mais tempo a perder. O futuro já começou e exige ação imediata e garantida. Quem investir em IA nos próximos 12 meses terá de três a cinco anos de vantagem competitiva”, disse.

O professor apresentou dados que ilustram o ganho de eficiência que se consegue com as tecnologias digitais. A agricultura de precisão com inteligência artificial já leva a aumentos de produtividade de 25%, tratores autônomos representam ganhos de 22%, e sistemas integrados com sensores otimizam a produção em até 20%. Outras inovações, como variedades desenvolvidas por biotecnologia e manejo de pragas com IA, aumentam os resultados em 16% e 15%, respectivamente.

“O segredo está em definir metas claras e mensuráveis, envolver a alta liderança e trabalhar em ciclos curtos de alguns meses, avaliando resultados antes de decidir os próximos passos”, disse.

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Bruno Pavão, diretor de robótica da Solinftec, apresentou resultados práticos da robótica agrícola e da aplicação de IA no campo. Segundo ele, a combinação dessas tecnologias está transformando o manejo das lavouras, com impacto direto sobre custos, sustentabilidade e produtividade.

“A robótica agrícola é o aperfeiçoamento de duas técnicas: automação e inteligência de decisão. Nossos sistemas utilizam câmeras e IA para diferenciar o que é planta daninha do que é cultura. Isso permite aplicar herbicidas apenas onde é necessário”, explicou.

O resultado é expressivo: até 90% de redução no uso de moléculas químicas e preservação da microbiologia do solo — consegue-se preservar cerca de 40% a mais do que nas áreas pulverizadas anteriormente.

"Nossos sistemas utilizam câmeras e IA para diferenciar o que é planta daninha do que é cultura. Isso permite aplicar herbicidas apenas onde é necessário", afirma Bruno Pavão, da Solinftec.
Para ele, esses benefícios fisiológicos se convertem em produtividade. “Ao preservar a vida no solo, a planta responde melhor. Isso se traduz em mais vigor, melhor enchimento de grãos e mais rentabilidade”, afirmou.

Na pecuária, a Solinftec registrou avanços significativos em pastagens, com ganhos de 46% em altura e de 16% em matéria seca a partir do manejo inteligente de herbicidas.

 

Avanços entre uma geração e outra

O fundador da Inttegra, Antonio Chaker, abordou o papel da tecnologia na pecuária e as transformações entre uma geração e outra, que influenciam o uso de inovação no campo. “Não se trata de um apagão de mão de obra, mas de entendimento. A nova geração tem outra relação com o trabalho rural, e precisamos usar inteligência artificial, aplicativos e robótica como ferramentas de inclusão”, opinou.

Chaker destacou que, com a chegada das novas gerações e o avanço tecnológico, o manejo da pecuária exige adaptações a um novo padrão climático e a processos mais integrados.

“Hoje, 30% das fazendas ainda emitem carbono, 40% zeram as emissões e 30% são aspiradores de carbono. A tecnologia é a ponte que permitirá elevar a eficiência ambiental e produtiva, disse Chaker.
A experiência prática reforça a tese: o uso de pastoreio digital aumentou em 32% a produtividade dos pastos, além de melhorar o controle e o bem-estar animal. “É mais fácil treinar um novo funcionário para pilotar um quadriciclo do que um cavalo. As ferramentas digitais reduzem barreiras e ampliam o acesso a boas práticas de manejo”, ressaltou.

O consenso entre os especialistas é de que o agronegócio brasileiro vive uma janela curta, mas decisiva, para consolidar sua liderança tecnológica. A convergência entre IA, robótica, biotecnologia e análise de dados está redefinindo a eficiência operacional e ambiental do setor.

“Assim como o verdadeiro craque no futebol não corre para onde a bola está, mas para onde ela vai estar, o produtor precisa antecipar o futuro”, resumiu Chaker. O mesmo vale para produtores rurais, empresas e cooperativas que desejam se manter competitivas.

As informações são do Globo Rural.

 

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