Fertilizantes puxam alta nos custos do leite no RS em agosto

Fertilizantes subiram 2,19% e foram o principal vetor inflacionário no ILC da Farsul. Indicador aponta alta de 0,95% no mês e deflação no acumulado. Entenda!

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O Índice de Insumos para Produção de Leite Cru do Rio Grande do Sul (ILC) registrou uma inflação de 0,95% em agosto, com destaque para a alta de 2,19% nos fertilizantes e aumento de 1,5% no concentrado. Em contrapartida, os combustíveis caíram 1,5% e a energia elétrica subiu 1,65%. No acumulado de 2025, houve deflação de 2,67% e a variação anual do ILC foi de 9,4%. Projeções para setembro indicam quedas nos preços de milho e soja, mas novas pressões sobre os fertilizantes podem ocorrer.

O Índice de Insumos para Produção de Leite Cru do Rio Grande do Sul (ILC), medido pela Assessoria Econômica da Farsul, indica uma inflação de 0,95% em agosto na comparação ao mês anterior. A silagem teve variação praticamente nula (-0,02%), enquanto o concentrado aumentou 1,5% no período.

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O principal vetor inflacionário do período foram os fertilizantes, com alta de 2,19%, impulsionada pelo aumento de 7% nas cotações internacionais da ureia. Em contrapartida, os combustíveis recuaram 1,5%. Já a energia elétrica manteve trajetória de alta, com reajuste médio de 1,65%. Os dados estão no relatório divulgado nesta terça-feira, 30, pela Farsul.

No acumulado de 2025, o indicador registra deflação de 2,67%, trajetória que se mostra convergente ao comportamento do IPA- DI (Índice de Preços ao Produtor Amplo - Disponibilidade Interna), calculado pela Fundação Getúlio Vargas. A correlação entre ambos os índices reforça o diagnóstico de arrefecimento dos custos de produção no nível do produtor.

Em agosto, o ILC apresentou variação acumulada de 9,4% nos últimos 12 meses. A decomposição da cesta de insumos evidencia pressões relevantes em categorias específicas, com destaque para fertilizantes (+14,9%), silagem (+9,5%), concentrado (+7,2%), sal mineral (+15,7%) e energia elétrica (+10%).

"Apesar desse quadro de pressões setoriais, observa-se o início de um processo de desaceleração inflacionária no nível de custos de produção, resultado dos efeitos defasados da política monetária contracionista. Nesse contexto, projeta-se uma trajetória de moderação inflacionária, com possibilidade de leituras de deflação no acumulado em 12 meses a partir do último trimestre do ano. Caso tal dinâmica se confirme, os custos do setor tendem a convergir para níveis mais compatíveis com a sustentabilidade econômica da produção, reduzindo pressões sobre margens", aponta o relatório.

Para setembro, a projeção é de retração nos preços de milho e soja. A queda das cotações internacionais do petróleo e a depreciação do dólar podem contribuir para a redução dos preços de combustíveis. Em contrapartida, o mercado internacional de ureia mantém fundamentos altistas, podendo gerar novas pressões sobre os fertilizantes.

As informações são do Correio do Povo.

 

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