A melhora no preço do leite ao produtor nos últimos tempos na Argentina somente poderá se manter e ser sustentável nos próximos meses se o Governo do país autorizar uma flexibilização dos preços do leite no varejo. Isso foi o que disseram fontes da indústria durante a Mercoláctea 2007 - evento organizado pelo Infortambo e pelo jornal argentino La Nación.
Hoje, em um contexto anormal devido à inundações em Santa Fé (Província que produz 34% do leite do país) e a necessidade das empresas de comprar mercadoria, já se fala em valores da matéria-prima em 70 centavos de peso (22,75 centavos de dólar) o litro, aproximadamente, ou seja, 20 centavos de peso (6,50 centavos de dólar) a mais do que há três meses.
Há pouco mais de um ano, o Governo argentino fechou com a SanCor e a La Sereníssima - empresas que controlam 80% das vendas de leite fluido no país - um acordo de preços para nove produtos. Este convênio depois serviu de marco de referência para as outras empresas menores, que ajustaram também seus valores.
Para o período de janeiro a março de 2007, o secretário do Comércio Interior, Guillermo Moreno, autorizou uma alta de 6% para todos os produtos, mas na realidade, o aumento ocorreu em uma porcentagem menor no caso dos produtos da cesta básica.
Fontes da indústria disseram que financeiramente esta situação é complicada para as indústrias porque atualmente os preços do mercado interno, no varejo, permitem pagar ao produtor 52 centavos de peso (16,90 centavos de dólar) por litro. A indústria alega que não há problemas na determinação dos preços, desde que estes se ajustem aos custos, como é o caso do preço da matéria-prima.
Segundo várias indústrias, hoje são as empresas de mercado interno, mais do que as exportadoras, que estão sustentando o preço ao produtor, justamente devido à escassez do produto. As empresas exportadoras têm outro problema: o valor limite de US$ 2100 a tonelada para o leite em pó, estabelecido para criar um fundo destinado a compensar no mercado interno as diferenças de preços com o mercado internacional. Desta forma, as empresas não podem capturar a maior parte dos bons valores internacionais. Algumas indústrias disseram que se este valor de corte não subir, em alguns meses serão obrigadas a voltar as mercadorias ao mercado local.
Os produtores de leite da Argentina também estão preocupados com esta situação, uma vez que querem que esta recomposição de preços seja sustentável.
Em 15/05/07 - 1 Peso Argentino = US$ 0,32509
3,07611 Peso Argentino = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
Indústrias argentinas reclamam aumento aos lácteos
A melhora no preço do leite ao produtor nos últimos tempos na Argentina somente poderá se manter e ser sustentável nos próximos meses se o Governo do país autorizar uma flexibilização dos preços do leite no varejo. Isso foi o que disseram fontes da indústria durante a Mercoláctea 2007 - evento organizado pelo Infortambo e pelo jornal argentino <i>La Nación</i>.
Publicado por: MilkPoint
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