Até o final do mês estarão concluídos 30% dos serviços de terraplanagem da futura indústria de leite longa-vida da Avipal em Nova Andradina (MS). Essa será a primeira indústria do gênero no sul do Estado com o objetivo de atender o mercado regional e outras áreas, como o Norte do País.
O projeto consumirá investimentos de R$ 23,6 milhões, sendo R$ 16,5 milhões do Fundo Constitucional de Investimento do Centro-Oeste (FCO) e o restante de recursos próprios.
A Prefeitura de Nova Andradina já perfurou um poço artesiano e está levando a rede de alta-tensão para o local, situado na BR-376, a nove quilômetros da cidade. A terraplanagem abrangerá uma área de três hectares, onde ficarão a indústria, lagoas de decantação e o estacionamento.
A Avipal tem forte presença comercial na Grande Dourados com o leite longa vida produzido no Rio Grande do Sul (Elegê) e anunciou, no final do ano passado, o aproveitamento da grande produção leiteira de Nova Andradina e do Vale do Ivinhema, depois de pesquisar outras regiões, como Ponta Porã e Dourados.
A planta industrial que está começando a ser construída, com conclusão prevista para 2004, ocupará uma área de 30 hectares doada pela prefeitura. A intenção é começar produzindo 100 mil litros/dia de longa vida, passando para 200 mil em 2005, até atingir 450 mil unidades em 2008, segundo o presidente do Grupo Avipal, José Carlos Treiguer.
A bacia leiteira da região de Nova Andradina possui 1.537 produtores.
O prefeito Roberto Hashioka destacou que a bacia leiteira tem plenas condições de atender a demanda, já que atualmente produz 350 mil litros de leite/dia, numa área de 100 km.
Ele frisou ainda que o laticínio, que também produzirá queijos numa segunda etapa, viabilizará a atividade na região. Investindo em tecnologia, a empresa, segundo o prefeito, já distribuiu cerca de 130 tanques resfriadores de leite aos produtos, em sistema de comodato.
Atualmente a Elegê capta na região 60 mil litros de leite/dia de 530 produtores e envasa o produto no Paraná. "Agora, com a indústria se instalando aqui, haverá maior agregação de valor à produção e fortalecimento da agricultura familiar", concluiu Hashioka, lembrando que, quando estiver em plena operação, o laticínio beneficiará o equivalente a 20 carretas de leite por dia.
Fonte: Correio do Estado/MS (por Cícero Faria e Rosana Siqueira), adaptado por Equipe MilkPoint
Indústria de leite longa vida começa a ser construída em MS
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