ESQUECI MINHA SENHA CONTINUAR COM O FACEBOOK SOU UM NOVO USUÁRIO
Buscar

Incertezas deverão mudar o foco dos investimentos das empresas do agro

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 21/03/2022

2 MIN DE LEITURA

0
0

Os executivos do agronegócio já esperavam que 2022 seria de incertezas sobre novos investimentos, mas não se poderia imaginar um quadro como o deste primeiro trimestre. De um lado, no cenário internacional, a guerra na Ucrânia deixou o cenário macroeconômico mais nebuloso, aumentando a pressão inflacionária. De outro, no mercado interno, a quebra na safra de soja cria oportunidades de lucro para alguns agricultores, mas aperta ainda mais os custos de pecuaristas e frigoríficos.

Para Luis Otávio da Fonseca, sócio-líder de agronegócios da Deloitte no Brasil, o contexto atual intensificou um movimento que as empresas do setor observavam desde o fim do ano passado. Ele avalia que o agro está caminhando para uma outra fase do ciclo de investimentos. Se os últimos anos permitiram grandes aportes, aquisições e desenvolvimento de tecnologias, agora, a roda começa a girar para um momento de consolidação de tudo que as empresas contrataram.

“A inflação alta leva ao aumento da taxa de juros. A preocupação é sobre como isso vai limitar o acesso ao crédito e inibir novos investimentos. Talvez aquele tempo de bonança para investir esteja chegando ao fim em virtude do nível atual da Selic [que subiu para 11,75% ao ano na semana passada]”, reforça Fonseca.

Na pesquisa “Agenda 2022” realizada pela Deloitte no fim do ano passado, cerca de 90% dos 47 executivos do agronegócio e do setor de alimentos entrevistados sinalizaram que vão investir em qualificação tecnológica. Isso significa um aumento da demanda por mão de obra especializada, pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e parceria com startups.

“É uma confirmação da vontade das empresas de continuar apostando na transformação digital. Isso se via nos investimentos, e agora o foco muda para a mão de obra. A empresa comprou a tecnologia, mas agora precisa do operador”, pontua Fonseca.

Esses empresários representam companhias como tradings agrícolas, produtores de grãos e fertilizantes, frigoríficos e cooperativas que, somadas, faturam cerca de R$ 200 bilhões por ano. Eles também apontam grande preocupação com a segurança digital, em especial a proteção de dados e das aplicações internas.

Outro efeito dessa mudança no ciclo de investimentos, continua Fonseca, é que as empresas que adiaram projetos em tecnologia e inovação podem ficar para trás com a nova fase que se desenha para este ano. “A dúvida agora é o que acontecerá com quem não aproveitou a onda positiva”, diz.

As preocupações com a inflação e as eleições de outubro já haviam sido capturadas no fim de 2021. Na visão desses executivos, para melhorar o ambiente de negócios, o governo deveria atuar para levar o índice de preços para menos de 5% ao ano e também evitar uma forte desvalorização do real.

A maioria dos entrevistados (48% no agronegócio e 42% no setor de alimentos) concorda parcialmente com a reforma tributária, desde que ela não leve adiante a proposta de tributação de dividendos nem represente aumento de carga fiscal. Porém, uma parte relevante (38% no agronegócio e 42% na indústria de alimentos) deles afirma desconhecer as propostas que estão em discussão no Congresso, indicando que falta clareza nos debates sobre o tema.

As informações são do Valor Econômico.

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

MilkPoint AgriPoint