A Cooperativa Nacional de Produtores de Leite (Conaprole) do Uruguai assinou um acordo de colaboração e cooperação técnica integral com a empresa chinesa Yili, que pode fortalecer as exportações do setor.
O presidente da Conaprole, Gabriel Fernández, destacou que a empresa “cresceu com os olhos voltados para o mundo, consolidando-se como líder em exportações de produtos lácteos na América Latina” e afirmou: “Esta aliança com a Yili, que já dura 14 anos, é um exemplo do nosso compromisso com a qualidade, a inovação e a sustentabilidade.”
Ele também reforçou que a parceria continuará avançando: “Seguiremos trabalhando juntos para fortalecer essa relação e gerar novas oportunidades que beneficiem tanto o Uruguai quanto a China”, destacou Fernández, enfatizando a relevância da Conaprole como líder na América Latina e da Yili como uma das maiores empresas do setor no mundo.
Por sua vez, o CEO da Conaprole, Gabriel Valdés, afirmou: "Compartilhamos uma visão comum sobre a importância de valores como qualidade, inovação e sustentabilidade na indústria global de laticínios."
Já o presidente da Yili, Pan Gang, ressaltou a complementaridade entre as duas empresas e o potencial do acordo para ampliar a cooperação em produtos como leite em pó desnatado, manteiga e soro desmineralizado, além do comércio já consolidado de leite em pó integral.
A relevância das exportações de laticínios
Os produtos lácteos estão entre os principais itens exportados pelo Uruguai. Em 2024, o setor ficou em quarto lugar nas exportações do país, totalizando US$ 815 milhões, valor semelhante ao de 2023, com Brasil e Argélia como os principais mercados compradores.
Entre os produtos exportados, o leite em pó se destaca como o carro-chefe do setor. No ano passado, ele representou 76% das vendas externas, enquanto os queijos corresponderam a 13% e a manteiga, a 9%, de acordo com dados do Uruguai XXI.
Além disso, as exportações de laticínios cresceram 2% em janeiro, alcançando US$ 77 milhões, com a Argélia ultrapassando o Brasil como principal destino dos produtos. No Brasil, produtores têm questionado o nível das importações e alegam que há "concorrência desleal".
Referências bibliográficas