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Importações voltam a crescer!

Na última terça-feira (04/12/2018) a Secex divulgou os dados de comércio internacional de lácteos no Brasil. Em novembro, o Brasil importou 148,9 milhões de litros em equivalente leite, 4,3% a menos em relação aos 155,6 milhões importados em outubro, mas, ainda assim, quase o dobro (+94,3%) na comparação com novembro de 2017.

Enquanto isso, as exportações tiveram leve aumento mensal, ficando em 11,5 milhões de litros em equivalente leite, contra 9,3 milhões em outubro, o que reduziu um pouco nosso déficit comercial lácteo em 8,9 milhões de litros, como mostra o gráfico 1. No entanto, comparado ao saldo da balança no mesmo mês de 2017, estamos numa situação pior, com saldo de -137 milhões de litros contra -47 milhões de litros no ano passado.

Gráfico 1. Saldo da balança comercial de lácteos no Brasil. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados da Secex.

Na comparação anual (janeiro-novembro), em 2018 o volume de lácteos importado ainda é 7,5% inferior a 2017. Entretanto, isso ainda ocorre por conta do 1º semestre “fraco”, uma vez que, considerando apenas o 2º semestre (julho-novembro), as importações brasileiras foram 38% maiores de que em 2017 (621 milhões de litros vs. 449 milhões no ano passado). Observe o gráfico 2.

Gráfico 2. Importações brasileiras em equivalente leite – 2017 vs. 2018. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados da Secex.

Este forte crescimento nas importações lácteas do segundo semestre é basicamente pautado pelo aumento na compra de leite em pó dos nossos vizinhos Argentina e Uruguai (especialmente do primeiro). Entre julho e novembro, o Brasil importou 52,3 mil toneladas de leite em pó (desnatado e integral), 58,7% a mais do que no mesmo período de 2017. Deste volume, 60,8% foram originados na Argentina e 33,8% vieram do Uruguai (uma alteração no ”mix” de origem em relação a 2017, quando 44,6% do volume importado foi argentino e 46% uruguaio). Observe a evolução mensal no gráfico 3.

Gráfico 3. Importação brasileira de leite em pó e participações da Argentina e Uruguai. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados da Secex.

Em novembro, o Brasil importou 8,5 mil toneladas de leite em pó integral, a um preço médio de US$ 2.872/tonelada, equivalente a R$ 10.875/tonelada – a cotação média para o leite em pó industrial no mercado brasileiro no mês de novembro de 2018 foi de R$ 13.237/tonelada segundo levantamento semanal do MilkPoint Mercado. Apesar de ser um preço 3,4% mais baixo do que em outubro (-US$ 100/tonelada),

Vale destacar também o incremento nas importações de gorduras. Em novembro foram 676,8 toneladas entre manteiga e butter oil, contra 481,6 toneladas em outubro. No acumulado de 2018 (janeiro-novembro), as importações são 12,9% mais altas contra 2017, muito por conta das desvalorizações internacionais e dos preços elevados da gorduras lácteas no mercado interno.

Por fim, a tabela 1 mostra um detalhamento da balança comercial em novembro por produto transacionado, bem como seus preços de importação/exportação.

Tabela 1. Balança comercial láctea em novembro de 2018. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados da Secex.

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SIDNEI FRIES

CONCÓRDIA - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE LEITE

HÁ 11 HORAS E 16 MINUTOS

O engraçado é que na indústria não tem leite em estoque . Onde será que está o problema?
VALDIR GOERGEN

AUGUSTO PESTANA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 06/12/2018

Isto é muito engraçado.
Aqui as empresas falando para nós produtores que está sobrando leite, não tem consumo, se não tem consumo porque então importar. Esta na hora dessas empresas parar com estas mentiras, achando o produtor é tão mal informado ou tão atrasado. Você falou tudo Darlani .Lava Jato urgente, só o MORO para nos salvar dessa turma. Esta semana recebemos a bela noticia de baixa em torno de 0.20 a 0.25 centavos. Logo logo vamos doar para as empresas o nosso precioso produto. E sempre mais exigências.
BRUNO CÉSAR FERREIRA CAMPOS

MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/12/2018

Problema crônico do setor a alguns anos. Mesmo com o dólar em alta essa é uma estratégia usada pelo cartel formado pelas grandes empresas q atuam no brasil
JOSE CELSO PUPIO

PINDAMONHANGABA - SÃO PAULO

EM 05/12/2018

Gostaria que às autoridades pudessem exercer severa fiscalização, especialmente na impostação de soro de leite, pois, até hoje não consigo entender porque "certos" laticínios conseguem vender leites longa vida por valor bem menor que os leites pasteurizados. |Na minha região o leite pasteurizado está custando entre R$ 2,80 a R$ 3,00 por litro, e chagamos a ver no mercado o longa vida a menos de R$ 1,70 por litro. Assim, acho muito impostante verificar onde tanto está sendo aplicado tanto soro.
DARLANI PORCARO

MURIAÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/12/2018

Se a importação aumenta , o nosso leite só cai de prêço , essa é a política desse govêrno que não representa o produtor brasileiro , e sim , bandidos , safados , que ganham comissões enormes , para trazer leite de vizinhos , logicamente , proveniente da europa, onde ele é subsidiado, e nós brasileiros , que pagamos os maiores impostos em tudo , na cadeia leiteira, ou quebramos , ou temos que vender alguma coisa , de valor , para nos manter.
DARLANI PORCARO

MURIAÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/12/2018

Importar de vizinhos , um leite Europeu , em sua maioria, leite este subsidiado , este é o problema , e aquí , o nosso leite só abaixando de prêço, grande malandragem e contribui para quebrar nós produtores , onde temos uma das maiores cargas tribútárias
VINÍCIUS CRESPO GOMES

CAMPOS DOS GOYTACAZES - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 06/12/2018

Pois é Darlani, complicada a situação.
O leite do vizinho chega mais barato aqui. E ainda temos que lidar com altos impostos.
Competir com quem tem subsídio já é dificil, ainda mais com tantos impostos e burocracias para atrapalhar.
Mas por outro lado, nao seria justo c os mais pobres forçá-los a comprar nosso leite mais caro. Precisamos cortar impostos para reduzir custos e consequentemente o preço do leite ao consumidor final.