IBGE: produção de leite cresce 1,6% em 2018 e produtividade por vaca aumenta quase 5%!

A pesquisa da Produção da Pecuária Municipal (PPM), divulgada na última sexta-feira (20/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que a produção de leite brasileira em 2018 foi de 33,8 bilhões de litros, 1,6% maior que o ano anterior.

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A pesquisa da Produção da Pecuária Municipal (PPM), divulgada na última sexta-feira (20/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que a produção de leite brasileira em 2018 foi de 33,8 bilhões de litros, 1,6% maior que o ano anterior, como mostra o gráfico 1. 

Gráfico 1. Evolução da produção brasileira de leite. Elaborado pelo MilkPoint.

Figura 1

 

Mercado com base em dados do IBGE.

A maior produção de leite foi verificada na região Sul, com volume de 11,6 bilhões de litros no ano, responsável por 34,2% da produção nacional. Ao mesmo tempo, o Sul foi a única região na qual a produção caiu em relação a 2017 (-1,6%). Como segunda região mais importante na produção de leite aparece o Sudeste, com volume de 11,5 bilhões de litros e aumento de 0,5% em relação a 2018. A participação da produção das diferentes regiões no total Brasil aparece no gráfico 2.

Gráfico 2. Participação na produção total nacional – por Região. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado em com base em dados do IBGE.

Figura 2

Nos estados, Minas Gerais continuou como o maior produtor de leite do país, com uma produção de 8,9 bilhões de litros (26,4% do total nacional) apesar de manter praticamente estável o volume de produção, com crescimento de apenas 0,8% em relação a 2017. O Paraná e o Rio Grande do Sul vieram logo em seguida, com produção de 4,4 bilhões de litros e 4,2 bilhões de litros, respectivamente. 

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Analisando os dados a níveis municipais, Castro/PR continuou na primeira posição do ranking, responsável por 0,9% da produção nacional, seguido por Patos de Minas/MG e Carambeí/PR.

Apesar do aumento de produção, no ano de 2018 tivemos um decréscimo no número de vacas ordenhadas, com um efetivo de 16,4 milhões animais, queda de 2,9% em relação a 2017.

Esse recuo no número de animais ordenhados, evidenciou a melhora na produtividade, que cresceu 4,7% em relação a 2017, atingindo 2.069 litros/vaca/ano. Esse valor está bem acima dos valores médios observados na séria histórica (1.357 litros/vaca/ano, na média de 200 a 2017), entretanto ainda estamos abaixo de níveis de produção de países referência na produção de leite, como a Argentina (cerca de 6.500 litros/vaca/ano).

Figura 3

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Tabajara Marcondes
TABAJARA MARCONDES

FLORIANÓPOLIS - SANTA CATARINA - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 25/09/2019

Infelizmente esses dados da PPM carecem de qualidade. Existem vários exemplos de inconsistência. Um bem significativo é a produção do PR acima da do RS. O Censo de 2017, também do IBGE, mostrou que a produção gaúcha (4,000 bilhões de litros) superava em 569 milhões de litros a produção paranaense (3,431 bilhões de litros). Ao contrário do que mostra a PPM 2018, a produção de Goiás também não é maior que a de Santa Catarina. A produção brasileira também está superestimada há várias PPMs. Mesmo com limitações, os dados censitários são bem mais confiáveis

Tabajara Marcondes, Engenheiro Agrônomo da Epagri/SC
Roberto Jank Jr.
ROBERTO JANK JR.

DESCALVADO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/09/2019

Os números de vacas e produtividade reaparecem de forma mais coerente nesse ano.
Resta saber se efetivamente ainda temos 9.5 bi de litros informais
Tabajara Marcondes
TABAJARA MARCONDES

FLORIANÓPOLIS - SANTA CATARINA - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 25/09/2019

Roberto
Esse dado de litros informais é outra aberração decorrente da má qualidade das estatísticas lácteas brasileiras. Particularmente do fato de a PPM superestimar a produção brasileira. Tomando os dados dos censos agropecuários por base se conclui que o tal do "leite informal" é muito menor do que se estima normalmente. Exemplo: o Censo Agropecuário 2017 informa uma produção leiteira de 30,114 bilhões de litros. No mesmo ano, a quantidade de leite recebida pelas indústrias inspecionadas foi de 24,334 bilhões de litros. A diferença são 5,780 bilhões de litros. Desta quantidade ainda se deve subtrair todo o leite utilizado para produzir 316,453 mil toneladas de queijo na agroindústria rural (dado também do Censo Agropecuário 2017. Imagino que essa produção de queijos demanda de 2,5 a 3,0 bilhões de litros de leite), e todo leite cru consumido pelas pessoas e animais nos estabelecimentos agropecuários. Com isso, se vê que sobra bem pouco "leite clandestino". Mas, pela falta de boas estatísticas...
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