Gaúchos querem mudar lei da Anvisa sobre mensagem

Produtores e indústrias de leite do RS querem ampliar o prazo de 12 meses estabelecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que as embalagens de leite tragam na parte frontal a mensagem "O Ministério da Saúde adverte: este produto não deve ser usado para alimentar crianças menores de um ano de idade, a não ser pela indicação expressa de médico ou nutricionista. O aleitamento materno evita infecções e alergias e deve ser mantido até a criança completar dois anos ou mais".

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Produtores e indústrias de leite do Rio Grande do Sul querem ampliar o prazo de 12 meses estabelecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que as embalagens de leite tragam na parte frontal a mensagem "O Ministério da Saúde adverte: este produto não deve ser usado para alimentar crianças menores de um ano de idade, a não ser pela indicação expressa de médico ou nutricionista. O aleitamento materno evita infecções e alergias e deve ser mantido até a criança completar dois anos ou mais". Hoje, o alerta fica na lateral dos recipientes. Eles também querem mudanças nesse texto.

Segundo reportagem do Correio do Povo/RS, a Anvisa argumenta que a norma objetiva evitar a substituição do leite materno na primeira infância. Mas a cadeia produtiva acredita que a advertência remete à idéia de um produto prejudicial à saúde. Por isso, o setor quer convencer o governo federal a alterar a lei, trocando a palavra "adverte" por "recomenda", com a manutenção da expressão na lateral.

Para pôr fim ao impasse, o secretário executivo do Sindilat, Jones Raguzoni, sugere a realização de uma audiência pública nacional. "Lamentamos que o governo do Brasil dê tratamento marginal ao leite, enquanto outros países fazem justamente o contrário".

Segundo os dirigentes, empresas e cooperativas com embalagem estocada terão prejuízo, pois também será vedado o uso de figuras, fotos e representações que incentivem o consumo, como a vaquinha da Cooperativa Santa Clara. Entre as penalidades para quem descumprir a lei estão a aplicação de multa e a apreensão do produto.
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Claudia Fabiana de Oliveira Pires
CLAUDIA FABIANA DE OLIVEIRA PIRES

TAQUARA - RIO GRANDE DO SUL - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 27/12/2006

Lamento a atitude da Anvisa. Refrigerantes, bebidas alcoólicas, e outros podem fazer grandes propagandas. Como a cerveja que desce ´redonda´. Líquidos ´descem´ quadrados? Líquidos (álcoolicos) representam praia, sol, boa vida? Temos que seguir normas internacionais para obter um leite de qualidade e próprio para consumo humano. Que valor damos ao leite? Logo que nascemos o primeiro líquido é o leite (seja materno ou não). Bebo leite desde que nasci, tenho uma ótima saúde.
Tereza de Castro Guinart
TEREZA DE CASTRO GUINART

SÃO JOÃO DA BOA VISTA - SÃO PAULO - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 04/12/2006

A palavra "adverte" deve ser usada para um consumo que represente perigo à saúde. É louvável que queiram estimular o aleitamento materno, porém, não é correto usar o leite como pernicioso para atingir esse objetivo.

Tratar o leite como se fosse um produto tóxico não vai estimular o aleitamento materno, mas sim, prejudicar o consumo do alimento mais importante da vida da criança. Vamos juntar esforços de todo o setor leiteiro para mudar essa situação, sem impedir o aleitamento materno.
Leonidas Resende
LEONIDAS RESENDE

CABO FRIO - RIO DE JANEIRO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 29/11/2006

Isso é um absurdo. Meu filho Fábio, estudante de veterinária, bebe leite desde os primeiros dias de vida, uma vez que sua mãe não pode amamentá-lo. São dois litros diários, e ele sempre teve uma saúde de ferro.

Vamos unir esforços para acabar de vez com essa discriminação absurda. Leite é saúde! Leite é vida!
Bernardo Rauta
BERNARDO RAUTA

PARANÁ

EM 28/11/2006

A atitude da ANVISA é totalmente infeliz, é lamentável, mais uma vez o agronegócio pagando por atitudes duvidosas como essas.

A dosagem de certos produtos agrotóxicos toleráveis nos alimentos são auttorizados de forma repentina e sem explicação científica, agora a história do leite.
Montovani Pereira
MONTOVANI PEREIRA

PALOTINA - PARANÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 28/11/2006

Enquanto vários tipos de alimentos sem origem e fiscalização são manipulados e comercializados em nosso país, a Anvisa vem atrapalhar um trabalho que é feito desde a propriedade até o consumidor. O leite tem ótimos valores nutricionais, e fiscalização oficial para sua comercialização e distribuição.
João Marcos Guimarães
JOÃO MARCOS GUIMARÃES

CARRANCAS - MINAS GERAIS

EM 28/11/2006

É lamentável a atitude da Anvisa. Os refrigerantes podem fazer propaganda nos rótulos. A TV pode anunciar exaustivamente, e até aos domingos, produtos de eficácia duvidosa. Por que só leite merece um tratamento tão discriminatório?

A cadeia produtiva do leite é muito sacrificada e precisa de incentivo ao consumo, o leite é também um alimento de alto valor nutritivo.
Aluízio Lindenberg Thomé
ALUÍZIO LINDENBERG THOMÉ

FARIA LEMOS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/11/2006

Em um programa de debates na TV paga, transmitido ontem, em determinado momento o Dep. Delfim Neto lembrou que entre 145 países, o Brasil está colocado como o 119º em ambiente de negócios para empresários investirem.

Para quê tanta regulamentação? Em qual país capitalista o estímulo ao consumo de um produto, qualquer produto, desde que legal e honestamente veiculado é proibido? Essa proibição do rótulo é só para o leite ou para todos os produtos comercializados no supermercado? Refrigerante pode? Cerveja pode? Leite é droga?
Sergio Ricardo da Silva
SERGIO RICARDO DA SILVA

TOLEDO - PARANÁ - ESTUDANTE

EM 27/11/2006

No Brasil só são valorizadas as bebidas que prejudicam a saúde. Um produto nobre, que é acompanhado antes e depois da porteira e que segue normas internacionais de qualidade não tem valor.

Milhares de famílias sobrevivem do leite. Vamos acordar e deixar a classe produtiva trabalhar.
Fernando Bueno Simões Pires
FERNANDO BUENO SIMÕES PIRES

SANT'ANA DO LIVRAMENTO - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/11/2006

Engraçado. Por que o "Governo" não exige que se coloque a mesma frase nos refrigerantes? Conheço várias pessoas que foram criadas com "leite de vaca", desde o 6° mês de idade, e são sadios como os que mamam até dois anos.

Se o Governo incentivasse o uso do leite pasteurizado às crianças, as vilas das cidades não teriam o povo que tem. Mas apesar de serem subnutridos, o refrigerante não falta. Talvez falte a "propaganda": "não aconselha-se o seu uso a menores de 8 anos de idade". Mas estamos no Brasil, e aqui o que manda é o dinheiro, e não a seriedade.
Lucélia Castagna
LUCÉLIA CASTAGNA

VICTOR GRAEFF - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/11/2006

Enquanto o nosso governo tira o incentivo ao consumo de leite, nossos vizinhos trabalham incansáveis em marketing deste produto.

Nos entristece a falta de informação de certas pessoas. Além disso, sabemos o poder que tem a propaganda! E quem vai esquecer da vaquinha da Santa Clara, que é muito bem lembrada? Espero que esteja na cabeça de muita gente.
Qual a sua dúvida hoje?