Fonterra anuncia pagamento final do leite e lucro líquido

Publicado por: MilkPoint

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A cooperativa de lácteos da Nova Zelândia, Fonterra Co-operative Group, anunciou seu pagamento final de NZ$ 3,63 (US$ 2,11) por quilo de sólidos do leite e o lucro líquido de NZ$ 284 milhões (US$ 165,25 milhões) para a estação produtiva de 2002/03. O pagamento, que denota um aumento de 3 centavos ( 1,74 centavos de dólar) com relação à previsão feita em fevereiro, que foi e NZ$ 3,60 (US$ 2,09) por quilo de sólidos do leite, resultará em uma distribuição de NZ$ 4,1 bilhões (US$ 2,38 bilhões) aos 13 mil acionistas da Fonterra e 5 mil produtores.

Em um ano que apresentou resultados recordes de volume de leite e de produção, a Fonterra também obteve vendas recordes ao mercado internacional, apesar das condições do mercado e do firme aumento do dólar neozelandês.

Esta performance contribuiu para ganhos em todas as medidas de valores de ações da cooperativa, incluindo os Retornos Totais aos Acionistas, os preços das ações no índice Fair Value Share e a diferença entre o preço do leite como commodity (Commodity Milk Price) e o retorno real estimado.

O presidente da Fonterra, Henry van der Heyden, disse que a melhoria em todas as principais medidas de performance da cooperativa reflete um grande esforço da companhia em controlar rigidamente os custos e assegurar vendas em um mercado difícil onde os preços das commodities estavam em média 24% menores e onde o dólar neozelandês se valorizou cerca de 10 centavos com relação ao dólar dos EUA. A valorização da moeda teve um impacto direto nos rendimentos, reduzindo-os em NZ$ 850 milhões (US$ 494,58 milhões) ou 74 centavos (43,05 centavos de dólar) por quilo de sólidos do leite. Isto foi parcialmente equilibrado pelos ganhos de hedging de NZ$ 640 milhões (US$ 372,39 milhões) ou 56 centavos ( 32,58 centavos de dólar) por quilo de sólidos do leite.

"A elevação no pagamento final, ainda que modesto, deve ser recebida com entusiasmo pelos nossos acionistas, assim como as melhorias obtidas em todas as medidas de performance. A comissão de diretores avalia que o pagamento final deste ano foi muito menor do que o registrado no ano passado, de NZ$ 5,33 (US$ 3,10) por quilo de sólidos do leite. Entretanto, é importante notar que a distribuição neste ano foi totalmente financiada pelos rendimentos e nós também registramos um lucro de NZ$ 284 milhões (US$ 165,25 milhões). Nós terminamos um ano muito difícil nos mercados em uma posição bastante estável".

Os lucros de NZ$ 284 milhões, que surgiram predominantemente das vendas de ativos na América Latina, não seriam distribuídos aos acionistas, refletindo a visão da cooperativa de que, de forma geral, os lucros de vendas de ativos devem ser retidos e usados para financiar novos investimentos. Os fundos líquidos de empréstimos da Fonterra foram de NZ$ 330 milhões (US$ 192,01 milhões) a menos, com um total de NZ$ 4,4 bilhões (US$ 2,56 bilhões) no fechamento da estação de 2002/03.

O presidente da Fonterra disse que a melhoria nos principais parâmetros de medida da performance mostrou os sólidos progressos feitos pela cooperativa em gerenciar as áreas que ela pode controlar, incluindo os custos de produção e as vendas, o gerenciamento dos estoques e a contínua distribuição dos benefícios da fusão.

"As áreas que não podemos controlar, incluindo a demanda mundial, os preços de commodities e o impacto nos movimentos monetários em nossa competitividade internacional, serão sempre um desafio e estão diretamente refletidos em nosso pagamento deste ano".

O diretor executivo da cooperativa, Jay Waldvogel, disse que os rendimentos da Fonterra, de NZ$ 12,5 bilhões (US$ 7,27 bilhões), foram NZ$ 1,4 bilhão (US$ 0,81 bilhão) menores para a estação como resultado dos preços globais de commodities que foram, em média, 24% menores do que na estação passada. O dólar neozelandês, que no começo da estação estava em 48 centavos com relação ao dólar, fechou o período em 58 centavos com relação ao dólar dos EUA, o que também gerou impacto nos rendimentos.

Os volumes totais de vendas de ingredientes lácteos, excluindo as vendas para a New Zealand Milk, foram de 2,01 milhões de toneladas, 31% acima do ano anterior. Estas vendas incluem a produção total da estação, que foi 11% maior - 1,94 milhões de toneladas -, e o estoque de excedentes que resultou da forte produção nos últimos dois anos. Com a inclusão da New Zealand Milk e da DairiConcepts, as vendas de ingredientes totalizam 2,39 milhões.

"Nossos volumes de vendas representam um bom resultado dada nossa posição líder no mercado onde já contamos com mais de 30% do comércio líquido de lácteos", disse Waldvogel. "Fomos capazes de vender quantidades recordes em um mercado difícil, e ainda conseguimos elevar os preços significantemente na segunda metade. Ao mesmo tempo, nós aproveitamos todas as oportunidades para reduzir os custos, distribuir os benefícios da fusão e aumentar o valor agregado de nossos resultados".

A unidade de bens de consumo de mais rápido movimento da Fonterra, a New Zealand Milk, foi responsável por 37% do rendimento total desta estação, distribuindo NZ$ 387 milhões (US$ 225,18 milhões) de margem EBIT (Earnings Before Interest and Taxes), que mede os lucros (operacionais ou não) da empresa em cada dólar de vendas antes de descontar despesas financeiras ou imposto - 28% a mais que no ano anterior. Esta performance reflete o fortalecimento da marca do portfólio da New Zealand Milk que inclui as marcas globais Anchor, Anlene, Anmum e Chesdale e as marcas regionais Mailand, Tip Top, Peters, Brownes, Bega e Meadow Fresh. As maiores vendas também podem ser atribuídas ao direcionamento de desenvolvimentos de produtos da companhia, que viu uma média de dois novos produtos sendo colocados nos mercados globais a cada semana.

O presidente da Fonterra disse que a cooperativa continua a adotar o valor de NZ$ 3,80 (US$ 2,21) por quilo de sólidos do leite como sua melhor estimativa de pagamento para a estação de 2003/04. Como em todas as estações, os preços globais de commodities e os fatores relacionados à moeda deverão ter as principais influências sobre o pagamento, apesar da política de gerenciamento do câmbio externo, que resultaria em menos volatilidade.

"Claramente nossa melhor oportunidade de influenciar o pagamento é obter outro aumento significativo na performance de base através do contínuo direcionamento para melhores preços de vendas de commodities, e pela contínua redução nos custos e distribuição dos benefícios da fusão".

Em 24/07/03 - 1 Dólar Neozelandês = US$ 0,58187
1,71860 Dólar Neozelandês = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)

Fonte: Fonterra Co-operative Group (por Jacky Curson)
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