Distribuída em três andares, a fazenda abriga 28 vacas e concentra diferentes etapas da atividade, com ordenha automatizada, manejo de resíduos e processamento de leite. No local, são produzidos leite, iogurte e queijo. O problema é que, nos últimos anos, o projeto passou a enfrentar dificuldades que comprometeram a operação. O piso da fazenda começou a estufar, afetando os animais e também o funcionamento de um robô raspador utilizado na limpeza.
Os proprietários chegaram a comprar um novo equipamento na Alemanha, mas surgiu outro obstáculo: o robô não tinha certificação para operar nos Países Baixos. O caso acabou em um conflito com a autoridade ambiental local e, após perderem uma apelação, os proprietários passaram a correr o risco de multas de até € 24 mil. Segundo o RTV Rijnmond, Minke van Wingerden afirmou que a família tem pouca confiança em um novo recurso e prefere evitar novas penalidades.
E agora?
A autorização para funcionamento no porto de Roterdã vence no início de 2028, e os proprietários avaliam que a licença não deverá ser renovada. Isso, porém, não significa necessariamente o fim da fazenda flutuante. A estrutura poderá ser transferida para outro local, desde que seja encontrada uma área com infraestrutura adequada.
Entre as exigências estão acesso a eletricidade e água potável, drenagem, tratamento de esgoto, circulação de veículos e recebimento da alimentação das vacas. O novo endereço também precisará permitir o processamento do leite e oferecer condições para transportar os produtos até os consumidores.
Ou seja: a fazenda que nasceu para aproximar a produção de alimentos das cidades agora procura um novo porto para continuar sua história.
As informações são do Compre Rural, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.
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