Os queijos cottage, requeijão tradicional light e minas frescal estão entre os que têm mais baixos teores de colesterol.
Para ajudar o consumidor a ter hábitos cada vez mais saudáveis, o Inmetro decidiu testar os níveis de gordura de nada menos que dezessete tipos de queijo - os mais populares entre os brasileiros.
Veja o relatório completo do Inmetro sobre queijos
A pesquisa mostrou um resultado bastante interessante. 'Em geral, os queijos light efetivamente têm um teor de gordura menor do que os tradicionais, mas eles apresentam um preço um pouco maior', explica Alfredo Lobo, diretor do Inmetro.
Dos seis tipos de queijo light avaliados pelo Inmetro, o campeão de redução de gordura foi minas frescal light, com 71% menos do que o minas frescal tradicional. Logo depois vieram o requeijão light, o queijo minas curado light, o requeijão adicionado light e a muçarela light. E não estranhe, é com cedilha mesmo. Já o queijo prato light é só 14% menos gorduroso que o prato tradicional.
Entre os queijos mais gordurosos, o primeiro lugar disparado ficou com o parmesão. Em 100 gramas, quase um terço é pura gordura. Depois vem o queijo minas curado: 27,7%. A muçarela aparece em terceiro lugar.
Já os mais leves são o minas frescal light (3,3%), o queijo cottage (8,3%) e o requeijão tradicional light (8,5%).
O Inmetro mediu também a quantidade de colesterol dos queijos. Adivinha qual deles apareceu em primeiro lugar? O parmesão. Seguido pela mussarela e pelo queijo prato. Mas pior que o colesterol é a gordura saturada.
'A gordura saturada quando a gente come, ela se transforma quase três vezes mais em colesterol dentro da gente', relata Carlos Scherr, cardiologista e consultor do Inmetro.
E mais uma vez deu parmesão na cabeça: 100 gramas desse queijo salgadinho, saboroso, delicioso e lá se vão quase 90% do máximo de gordura saturada que uma pessoa deve ingerir em um dia. O queijo minas curado (88%) e a mussarela (78%) também não estão muito atrás.
'Procure um queijo que tenha menos gordura saturada', aconselha Scherr. São os casos do minas frescal light, do cottage e do requeijão light adicionado.
O cottage, o requeijão tradicional light e o minas frescal estão entre os mais baixos teores de colesterol. Só perdem para o chamado requeijão cremoso adicionado, que tem amido e gordura vegetal na sua composição.
O requeijão adicionado pode até não ter muito colesterol. Mas entre os queijos testados, apareceu como o grande campeão em gordura trans.
"A gordura trans é pior do que a gordura saturada", alerta o cardiologista.
'Inibe a formação do bom colesterol e estimula a produção do colesterol negativo, aquele colesterol que é nocivo à saúde', diz Lobo.
O requeijão adicionado chega a ter quatro vezes mais gordura trans do que o queijo parmesão, olha que coisa.
'Não é a melhor opção. Se você gostar dele, consuma ele em pequena quantidade', recomenda Scherr. 'Nenhum queijo tem necessidade de ser abolido. Alguns queijos você pode comer mais, outros você pode comer menos', explica.
A matéria é do Fantástico, adaptada e resumida pela Equipe MilkPoint.
Fantástico avalia teor de gordura dos queijos
O programa Fantástico do domingo passado (31/08) trouxe reportagem em que o Inmetro avaliou o teor de gordura de diversos queijos existentes no mercado nacional.
Publicado por: MilkPoint
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MilkPoint
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FERNANDA GONZAGA
EM 08/02/2017
A gordura natural do alimento não faz mal. Existem vários ensaios clínicos randomizados que provam que a gordura saturada não prejudica a saúde de ninguém, pelo contrário!. Fico muito triste quando vejo médicos afirmando isso. O que causa colesterol é carboidrato/açúcar e não gordura boa. Até quando teremos que lidar com informações infundadas?

MARTA
JABOATÃO DOS GUARARAPES - PERNAMBUCO
EM 12/04/2012
Vocês não falaram da ricota. Em que categoria ela se encontra?

MARCOS SALAZAR DE PAULA
LIMA DUARTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 03/08/2011
Como sou produtor desde 82, já vi o Fantástico, e o jornal nacional, chapas branca, fazerem n reportagens que acabam por afugentar o consumidor em momentos que os preços ameaçam a inflação. As reportagens em si são válidas, mas os momentos em que são feitas é que mostram como a produção de leite, é tratada. o governo, e mídia, só interferem para baixo! Foram reportagens com coliforme no frescal, volume no saquinho, adulteração do longa vida, etc.
Se a mídia e os governos estivessem realmente interessados na saúde da população, exigiriam exames de resíduos, com amostras coletadas pela vigilância sanitária, nas gôndolas dos supermercados. E não só do leite, de hortaliças e demais produtos. Mas as exigências aumentariam os preços, não é mesmo? Ou acham que não é por isto que estão protelando os padrões microbiológicos do leite?
Por coisas deste tipo, aliadas aos cartéis, oligopólios, etc, é que produzir leite é mau negócio. Haja programas, baldes bobos, para animar os produtores a investir em uma atividade de risco, tanto biológico, quanto de mercado e político!
Se a mídia e os governos estivessem realmente interessados na saúde da população, exigiriam exames de resíduos, com amostras coletadas pela vigilância sanitária, nas gôndolas dos supermercados. E não só do leite, de hortaliças e demais produtos. Mas as exigências aumentariam os preços, não é mesmo? Ou acham que não é por isto que estão protelando os padrões microbiológicos do leite?
Por coisas deste tipo, aliadas aos cartéis, oligopólios, etc, é que produzir leite é mau negócio. Haja programas, baldes bobos, para animar os produtores a investir em uma atividade de risco, tanto biológico, quanto de mercado e político!