Falta de chuva no RS começa a impactar a produção gaúcha de carne e de leite

Principal problema neste momento está na oferta de alimentos para o rebanho, informou a Emater em boletim nesta semana. Confira!

Publicado por: MilkPoint

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Assim como a agricultura, a pecuária agora também começa a "sentir" o efeito da falta de chuva no Rio Grande do Sul. O principal problema no momento é a oferta de alimento para os animais, apontou o informativo conjuntural divulgado nesta semana pela Emater. Há relatos ainda de produtores registrando redução na produção de carne e de leite por essas condições climáticas.

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Conforme o documento da Emater, o desenvolvimento das pastagens "está abaixo do esperado" para o período no Estado. Segundo o extensionista rural e assistente técnico estadual da Emater Jaime Ries, o calor intenso, por si só, já reduz a produção do rebanho, seja de carne, seja de leite, independente da oferta de alimento. Com a alimentação prejudicada, o cenário piora, acrescenta Ries.

As regiões que começam a acumular problemas na pecuária são a Campanha, Zona Sul, Fronteira Oeste, Central e Missões.

Além das pastagens, o presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, cita problemas nas lavouras de milho, base da alimentação do rebanho leiteiro: — Na nossa propriedade, o milho está todo murcho. Uma chuva esparsa, com alguns milímetros, já recupera a lavoura. Mas, de modo geral, está seco, sim.

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Na pecuária de corte, a presidente da Comissão de Relacionamento com o Mercado do Instituto Desenvolve Pecuária, Fernanda Costabeber tem observado escassez de gado com bom acabamento para o abate no Estado. "Alguns produtores estão retirando o gado do campo em função da seca que está se apresentando", explica Fernanda.

Prevenção

Diante desse cenário, José Fernando Piva Lobato, coordenador da Comissão Pecuária de Corte da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), chama a atenção para a necessidade dos produtores se prepararem para uma possível nova estiagem no Rio Grande do Sul. E cita a reserva de forrageiras, além de investimentos em irrigações, como prioridades: "Países que enfrentam terremotos e enchentes de maneira mais frequente já perceberam isso. É preciso um processo de amadurecimento do produtor".

Referências bibliográficas

As informações são do GZH.

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