Exportadores de lácteos da América do Sul enfrentam dificuldades em 2024

O que tem causado dificuldades aos exportadores de lácteos da América do Sul em 2024? Entenda!

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 2 minutos de leitura

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Condições climáticas adversas e instabilidade econômica têm desafiado os principais países exportadores de laticínios da América do Sul este ano. Com a oferta fraca, os preços do leite subiram, o que levou a uma melhoria na rentabilidade. À medida que os preços do leite aumentam, a produção de leite pode acompanhar no quarto trimestre de 2024, resultando em mais produtos no mercado internacional, afirmou Monica Ganley, analista do Daily Dairy Report e diretora da Quarterra, uma empresa de consultoria agrícola em Buenos Aires.

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"Na Argentina, uma agenda econômica agressiva implementada pelo novo presidente no final do ano passado resultou em uma grande desvalorização da moeda e uma inflação galopante no país", disse Ganley. "A instabilidade gerada por essas reformas levou os produtores a reduzir seus custos, secando vacas precocemente e reformulando as rações, afastando-se de concentrados caros."

Como resultado desses desafios, a produção de leite caiu 13% no primeiro semestre do ano, em comparação ao ano anterior. À medida que a oferta de leite diminuiu e os preços subiram, as margens dos produtores aumentaram para níveis não vistos há anos, acrescentou Ganley. As margens elevadas incentivaram os produtores a aumentar a produção, reduzindo a diferença em relação à produção do ano anterior. O déficit com relação ao ano anterior diminuiu para apenas 4,8% em julho e 6,2% em agosto.

No primeiro trimestre de 2024, o Uruguai registrou um aumento de 2,2% na produção, mas chuvas excessivas causaram inundações em áreas chave de produção de leite, desfazendo esse crescimento no segundo trimestre, observou Ganley. As chuvas torrenciais e inundações impactaram negativamente as condições das pastagens, o conforto das vacas e a saúde animal, resultando em uma queda acumulada de 10,6% na produção no segundo trimestre.

Assim como ocorreu na Argentina, a queda da oferta no Uruguai impulsionou o aumento dos preços do leite durante o inverno no Hemisfério Sul. Embora os preços do leite não tenham superado os níveis do ano anterior, combinados com custos operacionais moderados, o aumento nos preços foi suficiente para proporcionar margens mais fortes para os produtores, disse Ganley. Os produtores uruguaios responderam e o grande déficit na produção de leite com relação ao ano anterior começou a diminuir, com volumes 9,2% menores em julho e 5,3% em agosto, em comparação com os mesmos meses de 2023.

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"A América do Sul continuará sendo um componente chave da matriz de oferta global de laticínios, à medida que a população global crescente demanda mais lácteos", observou Ganley. "Mas para contribuir significativamente com a demanda global de laticínios, será crucial que os exportadores da região vejam a produção de leite melhorar."

 

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As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.

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Eduardo de Paula Nascimento
EDUARDO DE PAULA NASCIMENTO

FRANCA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 28/10/2024

Boa tarde!
Parabéns pelo artigo que demonstra efetivamente o que vem ocorrendo nos nossos vizinhos e nos faz prospectar um questionamento futuro: Se com produção baixa e dificuldades, conseguiram manter um alto nível de exportação para o Brasil (media mensal superior a 2023), o que acontecerá quando as dificuldades amenizarem e a produção deles voltar ao normal? A pressão para aumento das exportações para o Brasil não serão maiores?
Qual a sua dúvida hoje?