A paisagem do oeste catarinense e do oeste do Rio Grande do Sul está seca desde novembro. São 162 cidades - números de sexta-feira - em situação de emergência e prejuízos de R$ 235 milhões no campo.
A seca no Sul contrasta com os reservatórios do Nordeste que apresentavam níveis alarmantes em dezembro e agora já se recuperam por causa das chuvas.
A situação mais grave ocorre no Rio Grande do Sul: 89 municípios gaúchos decretaram situação de emergência. A situação de emergência é decretada pelo município e homologada pela Defesa Civil do Estado com o objetivo de facilitar a liberação de verbas pelo governo federal.
Os dois meses praticamente sem chuvas na região provocam prejuízo acima de R$ 140 milhões nas culturas de soja, milho e feijão, conforme levantamento realizado pela Emater (órgão estadual de apoio técnicos a produtores rurais).
A produção gaúcha de grãos apresenta queda de 2,76%, com a perda de 460,8 mil toneladas. Nos últimos cinco anos a maior seca, de acordo com dados da Defesa Civil gaúcha, foi registrada em 1997.
A pecuária também contabiliza as perdas. A produção leiteira caiu 5,5% em relação a janeiro do ano passado, informa o presidente da Associação Gaúcha dos Laticinistas, Ernesto Krug. A redução das pastagens e o excesso de calor prejudicam o rendimento do gado leiteiro.
Santa Catarina
Em Santa Catarina, 73 cidades já declararam situação de emergência devido à estiagem. Os principais problemas são as perdas na agricultura e o abastecimento de água na zona rural.
O Icepa (Instituto de Planejamento em Economia Agrícola de Santa Catarina) calcula em R$ 95 milhões os prejuízos nas lavouras de feijão e milho. Na lista das cidades que estão sofrendo com a estiagem estão Chapecó, Joaçaba e Coronel Freitas.
Segundo o engenheiro agrônomo Simão Brugnago, do Icepa, a perda na safra de milho na região foi de 15%, o que corresponde a 11% do Estado, e na de feijão, 50%, o que representa 17% da safra de Santa Catarina.
"Em dezembro choveu 97,10 mm aqui, enquanto a média dos últimos 30 anos é de 165,6 mm. Em novembro a precipitação foi de 122,5 mm, sendo que o normal é 164,1 mm", disse o diretor de Desenvolvimento Rural da Secretaria de Agricultura de Chapecó, Ernesto Martinez.
O maior problema, porém, é a irregularidade das chuvas, de acordo com ele. "Além do volume de água ter sido menor, as chuvas não têm sido bem distribuídas ao longo do mês".
Fonte: Gazeta do Paraná, adaptado por Equipe MilkPoint
Estiagem continua castigando cidades no sul
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
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