Estados Unidos querem restringir importações da União Européia

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Os Estados Unidos estão considerando a possibilidade de impor restrições a produtos lácteos da União Européia (UE) para prevenir uma contaminação de febre aftosa no País. Oficiais da UE afirmaram na semana passada que não aprovam essa medida, porque os EUA teriam dito que as restrições seriam tomadas somente a partir do dia 21 de maio. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) diz que está revendo a situação, mas ainda não tomou sua decisão. As medidas afetariam principalmente queijos cremosos e caseína.

Segundo o rascunho das regulamentações propostas, os EUA iriam restringir produtos lácteos como a caseínas se esses não tivessem sido tratados no sistema de alta temperatura (Ultra-High Temperature - UHT), a fim de matar o vírus da aftosa. Os queijos igualmente devem ser tratados com alta temperatura ou suficientemente envelhecidos.

Se forem realmente implementadas, as restrições irão afetar as exportações anuais da Europa, que geram mais de US$600 milhões anualmente. Esse valor é ainda maior do que o resultante das restrições impostas aos produtos de carne e outros de origem animal europeus, em 13 de março, após o aparecimento dos focos de aftosa na França e na Holanda, de US$400 milhões. Os EUA consideram seriamente a possibilidade de estabelecer restrições aos produtos lácteos europeus somente das regiões onde foram registrados focos da doença.

A ameaça das novas restrições irritou a UE, que disse que a doença está sob controle no continente europeu. "No momento em que esperávamos que eles voltassem atrás em suas restrições, eles estão determinando outras. Nós não estamos satisfeitos", disseram oficiais da Comissão Européia.

No dia primeiro de maio, o embaixador francês para os EUA, Francois Bujon de L'Estang, escreveu para Ann Veneman, secretária da agricultura norte-americana, dizendo que essas restrições poderiam estar violando as obrigações dos EUA, como um membro da Organização Mundial do Comércio (OMC). "A necessidade de medidas mais severas parecem ser totalmente infundadas na atual situação", escreveu ele.

Oficiais europeus disseram que não há evidências científicas de que a febre aftosa pode ser transmitida através de queijos ou da caseína. A indústria de lácteos dos EUA, que apóia a restrição, disse que eles estão baseando-se em estudos feitos há pelo menos 20 anos.

Os oficiais da UE acreditam que há outro motivo, que não a febre aftosa, movendo essa ação dos EUA. Esse motivo seria o fato de as vendas de caseína da UE para os EUA estarem aumentando rapidamente, e os produtores de leite norte-americanos estão dizendo que isso está prejudicando os programas de apoio de preços aos produtos lácteos.

fonte: Financial Times (por Edward Alden), adaptado por Equipe MilkPoint
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