Essa configuração climática no Sul deve mudar bruscamente a partir de quinta-feira. A formação de um novo ciclone entre o Rio Grande do Sul, o Uruguai e a Argentina dará origem a uma frente fria que promete trazer volumes de chuva em torno de 50 mm. As pancadas devem se concentrar principalmente em território gaúcho e no extremo oeste de Santa Catarina e do Paraná. Embora o sistema possa causar transtornos pontuais, como alagamentos isolados, os modelos meteorológicos ainda não apontam para desastres de grande magnitude.
Enquanto o Sul enfrenta o frio e a instabilidade, o centro-sul do país vive uma transição curiosa. Na Serra da Mantiqueira, os resquícios do ar frio ainda garantem madrugadas geladas e riscos de geadas pontuais, mas o padrão muda rapidamente ao longo do dia. O brasileiro sentirá na pele um forte gradiente térmico: as manhãs mantêm o rigor do inverno, enquanto as tardes já apresentam temperaturas típicas de verão. Esse fenômeno de alta amplitude térmica será a característica dominante da semana para quem transita entre o Sudeste e o Centro-Oeste.
Já na porção central do Brasil, o cenário é de calor extremo. Áreas que abrangem São Paulo, Goiás, o Alto Paranaíba mineiro e o oeste do Mato Grosso do Sul verão os termômetros subirem de forma agressiva. A previsão indica que, até a próxima sexta-feira, as máximas podem atingir os 38°C em diversas localidades. Mesmo que as temperaturas mínimas demorem um pouco mais para subir, o calor intenso durante as tardes consolidará um período de baixa umidade e forte altas temperaturas, fechando a semana com um cenário de verão pleno no coração do país.
As informações são do Inmet e Meteored, adaptadas pela equipe MilkPoint.
Vale a pena ler também:
Chuvas intensas no final do verão e início antecipado do El Niño acendem alerta climático
Lideranças discutem controle de brucelose e tuberculose nos rebanhos leiteiros
RS: temperaturas elevadas trouxeram estresse térmico a rebanhos de leite durante verão 2025/2026