Entidade argentina se opõe a projeto que cria o Instituto Regional de Lácteos

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O setor leiteiro da Argentina anunciou recentemente a intenção de criar o Instituto Regional de Lácteos, que terá a participação de produtores, indústrias, do Governo Federal e das Províncias (a princípio, Santa Fé, Córdoba e Buenos Aires). Porém, o secretário de Carclo (uma das doze entidades que compõem as Confederaciones Rurales Argentinas - CRA), Néstor Vittori, também coordenador da Mesa de Leiteria das CRA, fez várias objeções ao projeto.

"Se a prioridade é organizar o setor leiteiro, essa ação não pode ser feita sem resolver, do ponto de vista dos produtores, a questão de maior conflito em relação à indústria, que é a falta de um mecanismo flexível e transparente de fixação de preço do leite ao produtor", disse Vittori.

O Instituto resolveria a ausência de uma norma legal que regulamente o setor leiteiro, substituindo assim o projeto sobre o leite apresentado pelo deputado Humberto Volando (veja artigo relacionado). Porém, na opinião dos produtores, "o Instituto não pode resolver o principal obstáculo do projeto, que foi a falta de acordo nesse ponto, com as posições bastante distintas dos produtores e da indústria".

Com relação ao anúncio feito pelos governadores na chamada "Declaração de Rosário", no sentido de avançar na constituição de um sistema de apoio às exportações, juntamente com as Províncias e o Governo Federal, "há necessidade de se estabelecer claramente de que forma essa melhora compensatória no preço do leite das indústrias exportadoras vai se transferir aos produtores, que é quem fornece matéria-prima para essas exportações", disse Vittori. "O que preocupa é que esse auxílio se transforme em meros subsídios ao setor industrial, sem atingir os produtores", concluiu.

Equilíbrio de poder

Segundo o secretário de Carclo, outro aspecto ao qual foram feitas objeções refere-se ao equilíbrio de poder na condução do Instituto, que teoricamente guardaria uma correlação entre indústria e produção. Porém, na prática, teme-se que o poder se concentre nas mãos de poucos, ficando os produtores mal representados.

Vittori disse ainda que "a regulamentação do setor leiteiro deveria agir pressionando as indústrias, ou impedindo a construção de novas indústrias, que, sem dúvida, fornecem um fator de competição num mercado que não é transparente, pela falta de regras, e onde as indústrias grandes freqüentemente se cartelizam para transferir suas ineficiências à parte mais frágil da cadeia, que é o produtor".

fonte: E-campo, por Equipe MilkPoint
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