Após entrarem em um acordo com relação à definição de um "Leite de Referência", membros do setor leiteiro da Argentina começaram os acordos com relação aos preços que os produtores receberão pelo leite produzido em junho e sobre as perspectivas de curto prazo. As fontes destes dados são as próprias indústrias e os produtores de leite:
La Sereníssima: pagará pelo leite de junho 28 centavos de peso (7,88 centavos de dólar) por litro em média às propriedades leiteiras de ponta e 26 (7,32 centavos de dólar) como piso. Em 28 de junho, a empresa mandou uma circular com os preços para julho, onde se informava um valor de 30 centavos (8,45 centavos de dólar) aproximadamente para o leite de máxima qualidade (27 centavos de peso ou 7,6 centavos de dólar de piso). O prazo de pagamento é de 31 dias. Segundo Flavio Mastellone, a La Sereníssima está exportando 15% de sua produção.
Milkaut: esta empresa - que exportava cerca de 20% de sua produção - hoje está exportando 50% do que produz, entre eles, produtos tradicionais como o leite em pó e alguns queijos. Vale destacar, no entanto, que antes a porcentagem era calculada sobre um volume de mais de 1 milhão de litros recebidos, enquanto agora este valor é sensivelmente menor. O preço médio para junho é de 27,8 centavos o litro (7,83 centavos de dólar por litro), sendo que o piso é de 23 centavos (6,47 centavos de dólar). O prazo de pagamento médio é de 7 dias.
Tregar (AgroIndustrial García): processa mais de 300 mil litros de leite em duas fábricas localizadas em Santa Fé, e pagará entre 25 e 31 centavos de peso (7,04 e 8,73 centavos de dólar) por litro de leite de junho. O prazo médio de pagamento é de 27 dias.
Williner: Alfredo Williner disse que os preços dos produtos lácteos nas gôndolas dos supermercados estão inviáveis ao consumidor e que os preços de exportação são os mais baixos dos últimos 25 anos. A Williner está exportando leite em pó a Jordânia, México e Argélia. Cerca de 25% do leite recebido é exportado, sendo que o restante fica no mercado interno. O preço médio é de 27 centavos (7,60 centavos de dólar) para junho, com prazo de 30 dias.
SanCor: a cooperativa pagou 29,52 centavos por litro (8,31 centavos de dólar por litro). A média de pagamento ao produtor foi de 27,5 centavos de peso ou 7,74 centavos de dólar (de 23,5 a 31 centavos - ou 6,61 a 8,73 centavos de dólar). A SanCor está exportando leite em pó por US$ 1200. A expectativa é de exportação de 40% do que recebem em 2003. Com relação ao prazo de pagamento, ele termina aos 31 dias de remetida a totalidade de leite.
Pymes de Apil (Córdoba): o engenheiro Alfredo Frutero estreou em seu cargo de titular da Associação Provincial da Indústria Láctea (Apil). Na reunião, informou às associadas à Apil que teriam um piso de 26 centavos (7,32 centavos de dólar) e um máximo de 28,6 centavos (8,05 centavos de dólar) pelo leite entregue em junho, de acordo com um levantamento realizado entre 12 empresas cordobesas. Os prazos de pagamento vão de 25 a 35 dias. As perspectivas para julho são repetir os preços e, em alguns casos, aumentar o pagamento aos produtores entre 3% e 5%. A Apil prevê que a primavera será bastante complicada ao setor leiteiro argentino devido à forte queda do consumo e aos problemas financeiros no país.
Parmalat: pagamento em Buenos Aires de 28 centavos (7,88 centavos de dólar) para o leite de maio, com data de 10 de junho (até agora foi feito somente 50% deste pagamento e os outros 50% serão pagos depois). O preço de junho estaria entre 29,5 e 31 centavos de peso (8,30 e 8,73 centavos de dólar).
Nestlé-Fonterra: De acordo com dois produtores de leite que enviam produto à empresa os valores estariam em torno dos 30 centavos (8,45 centavos de dólar) em junho e, em julho, o preço oscilaria em torno de 32 centavos (9,01 centavos de dólar).
Fonte: La Opinión - Rafaela - Argentina, adaptado por Equipe MilkPoint
Divulgados os preços pagos pelo leite de junho pelas empresas argentinas
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