A produção fluminense de carne, leite, frutas tropicais e a industrialização do café serão apoiadas pelo Governo do Estado, para que possa crescer nos mercados externo e interno. O leite terá uma base institucional efetiva, ao participar da merenda escolar que, em três anos, estará beneficiando perto de 1,5 milhão de alunos das redes estadual e municipal de ensino público. Os produtores de leite querem conquistar também 50% do mercado consumidor do Rio, onde participam com apenas 10%.
A carne industrilizada será acrescida de um selo de qualidade, que deverá ser utilizado também para outros produtos. Tudo isso faz parte de um programa de desenvolvimento para a economia do interior, planejado pela Secretaria Estadual de Agricultura, Abastecimento, Desenvolvimento do Interior e Pesca, que conta ainda com a finalização, este ano, do Programa Genoma do Estado do Rio (RioGene).
Segundo o secretário estadual de Agricultura, Abastecimento, Desenvolvimento Interior e Pesca, Christino Áureo da Silva, a agricultura no Estado terá um grande desafio pela frente: trabalhar uma produção moderna voltada para a exportação e ao mesmo tempo para o mercado interno, no sentido de atender, principalmente, a uma população que vive abaixo da linha da pobreza. "A agricultura conviverá com a questão da agenda social", avisa.
A produção de leite, embora tenha sofrido retrocesso nos últimos oito meses, de acordo com o secretário, será novamente incrementada. Christino Áureo lembra que, em 1999, eram distribuídos 8 mil litros de leite por dia às escolas. Em abril de 2002, este número cresceu para 75 mil litros/dia. O secretário diz que este ano deverão ser entregues entre 150 mil a 180 mil litros do produto às escolas. Ele acredita que em três anos esse total chegará a 300 mil litros/dia.
- A escola é um consumidor institucional importante e o leite um veículo para se adicionar vitaminas, calorias, enfim, fornecer àquela criança um alimento bastante completo. O projeto foi completamente abandonado pela gestão passada e deveremos retomá-lo neste mês, depois de serem regularizados os pagamentos. O leite e os outros itens da merenda escolar, somados, contabilizam R$ 700 mil que o Governo anterior deixou de pagar aos produtores rurais. Eu confio que a situação financeira do Estado esteja se regularizando - acrescenta.
Fonte: Jornal do Comércio (por Jorge Lopes), adaptado por Equipe MilkPoint
Distribuição de leite em escolas será intensificada no RJ
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