Dinheiro de Calisto Tanzi pode estar no Equador

Publicado por: MilkPoint

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O tesouro de Tanzi poderia estar no Equador e seria equivalente a um trilhão de liras. É este o engano de fundos do caixa, em particular da Parmatour, cometido por Calisto Tanzi em sete ou oito anos. Quem afirmou foi o empresário no interrogatório de confirmação de sua prisão.

Tanzi explicou aos juízes que soube apenas em novembro dos falsos documentos. Ele também declarou não possuir conta no exterior e não se opor a eventuais questionamentos. Os advogados pediram sua prisão domiciliar por motivos de saúde.

As questões dos juízes se concentram no Equador, pois foi o último país visitado por Tanzi antes de seu retorno à Itália. Os magistrados tiveram os primeiros relatos e estão trabalhando na busca por eventuais contas bancárias atribuídas à Parmalat. Os auditores não estão sob suspeita no curso do interrogatório sobre a atividade de Tanzi.

O Equador, segundo os juízes, seria um país ideal para esconder o pressupostos € 800 milhões que Tanzi teria desviado dos caixas da Parmalat, devido a sua moeda não apresentar problemas de câmbio. O país sul-americano, em 1998, sofreu um colapso do sistema bancário. A Parmalat é uma das poucas empresas italianas presentes no mercado ecuatoriano, no qual a Itália é o segundo parceiro comercial.

São quatro as sociedades da Parmalat no Equador das quais a atividade passa agora pelo crivo dos juízes. Trata-se da Leche Cotopaxi Lecocem Companhia de Economia Mista, com um capital social de US$ 168 mil e com 95,92% controlados pela Parmalat do Equador. A mesma controladora tem 100% da Parmalat Cedi S/A (US$ 59 mil em capital social declarado).

Outras sociedades são a Parmalat do Equador S/A, controlada 100% pela Dairies Holding International e Productos Lacteos Cuenca S/A Prolacem, que tem um capital social de US$ 36 mil e é controlada em 97,19% pela Equadorian Foods Company.

Uma das particularidades sobre as quais se concentram as atenções dos magistrados é esta última controladora, a qual é uma financeira com sede não no Equador, mas em Road Town, nas Ilhas Virgens Britânicas, um dos países ideais para sociedades ilegais.

Nesta manhã, também foi interrogado Stefano Tanzi, filho de Calisto Tanzi, por Silvia Cavallaro e Antonella Ioffredi, acompanhadas da Polícia Tributária da Guarda Financeira de Bologna.

Fonte: Corriere della Sera, adaptado por Equipe MilkPoint
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