Crise fecha 12 fazendas leiteiras em Alagoas

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Mais de 12 fazendas de leite foram fechadas nas últimas semanas por causa da crise que atinge a bacia leiteira alagoana. O representante do Sindicado dos Produtores de Leite em Alagoas (Sindileite), Domício Silva, afirmou ontem (31), que a crise no setor é provocada pelo baixo preço pago pelas indústrias pelo litro do leite, além da longa estiagem no Sertão, que este ano teve chuvas consideradas abaixo do normal.

Para tentar encontrar uma solução para a crise no setor, produtores de leite reúnem-se hoje, em Major Isidoro, com parlamentares da bancada federal de Alagoas para discutir uma política de preços para o produto.

Silva acusou a existência de um cartel das indústrias de leite em Alagoas. O Estado, que tem quatro mil produtores de leite, possui apenas quatro indústrias. Sem concorrência, observou o representante do Sindileite, as indústrias acabam pagando preços abaixo da média nacional, que é de R$ 0,57 o litro. Em Alagoas é R$ 0,43.

As indústrias, segundo Silva, alegam algumas dificuldades para não oferecerem melhores preços. Mas essas alegações foram rebatidas por um levantamento feito pelo Sindileite há quinze dias. "Ficou constatado que os consumidores da região Sul pagam o mesmo preço pelo litro do leite dos consumidores da região Nordeste e as grandes redes de supermercado do Sul também vendem ao mesmo preço do Nordeste", argumentou, dizendo que, se as indústrias estão vendendo para a rede de supermercado e o consumidor paga o mesmo preço, então não há razão para os produtores não receberem o mesmo valor no Sul.

Ele reconheceu que o Programa Estadual do Leite vem ajudando o setor, não só garantindo a oferta de um alimento de qualidade à população carente, como aumentando a concorrência na compra do produto.

Através do programa, o governo vem adquirindo mensalmente oito mil litros de leite de 41 produtores. Com a implantação do programa federal de distribuição de leite, o representante do Sindileite acredita que a situação vai melhorar mais.

Ele citou o exemplo do Rio Grande do Norte, onde o governo, em parceria com programas federais, compra uma quantidade significativa de leite, o que representou uma melhora nas cotações. "Com isso, o produtor vem recebendo em média R$ 0,70 pelo litro do leite".

Fonte: Gazeta de Alagoas (por Fábia Assumpção), adaptado por Equipe MilkPoint
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Jairo Braga da Silva
JAIRO BRAGA DA SILVA

GARANHUNS - PERNAMBUCO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/08/2003

Essas doze fazendas de Alagoas que deixaram de produzir leite simplesmente fecharam suas porteiras com cadeados.....deixar de produzir leite no sul ou sudeste não é difícil, já que você pode produzir grãos ... cana etc etc ... deixar de produzir leite no semi-árido é desempregar várias famílias que migrarão para as cidades em busca de emprego que não exija mão-de-obra qualificada. É um custo social muito alto. Infelizmente nós somos os maiores culpados pois não temos capacidade de trabalhar em associações. Pagamos um preço muito alto por isso. Ainda sou um pequeno produtor de leite.. já fui médio...um dia serei pequeno e, depois, só Deus sabe.
José Almeida de Oliveira
JOSÉ ALMEIDA DE OLIVEIRA

MAJOR ISIDORO - ALAGOAS - EMPRESÁRIO

EM 03/08/2003

Gostaria de acrescentar ao artigo "Crise fecha 12 fazendas leiteiras em Alagoas" que, do preço pago pelas Indústrias ao Produtor de leite alagoano (R$0,43) como preço médio e o Consumidor desembolsa (R$1,69) existe como participação lucrativa aos demais elos da cadeia a quantia de R$1,26 portanto, aproximadamente 300%. Enquanto isso, o custo para se produzir um litro de leite, hoje, é de R$0,52. O que o Supermercado e a Indústria praticam no Estado é um acinte às autoridades, um descaso a uma atividade que emprega 3.6 milhões de pessoas, que arrecada mais de 2 milhões de reais aos cofres públicos através de ICMS e fatura mais de 17 milhões de reais. Precisamos ter a devida coragem de nos unirmos e oferecer a oportunidade para termos nossos representantes na vida política partidária nacional.
Qual a sua dúvida hoje?