A conquista do mercado externo dos produtos lácteos é o tema que atualmente mais desperta atenção entre as empresas de laticínios. Basta ver que um evento realizado pela Associação Leite Brasil em sua sede em São Paulo, dia 27 de agosto, reuniu cerca de oitenta executivos do setor, todos interessados no descobrimento do caminho da mina.
Mas para que o país se transforme de fato num poderoso player mundial desses produtos, primeiro terá que fazer a lição de casa, como mostraram os três palestrantes do I Seminário Removendo Obstáculos para o Crescimento da Exportação de Lácteos do Brasil que teve patrocínio do Ministério da Agricultura e o apoio da Faesp e Senar São Paulo.
Todos foram unânimes em considerar que as chances do Brasil nesses negócios são inegáveis, mas para que elas se realizem é fundamental que o Brasil ofereça os produtos que eles querem comprar e a cadeia láctea esteja impregnada com a "cultura da exportação".
Segundo Vicente Nogueira Neto, diretor do Departamento Econômico da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL), são várias as providências a serem tomadas, como a "remoção da burocracia, a criação de linhas de financiamentos para as empresas, aproximação com nações com potencial de compra de nossos produtos, caso do México, um dos maiores importadores de leite do mundo, entre outras providências".
Na opinião de André Mesquita, diretor da trading Serlac, o Brasil é muito competitivo no leite evaporado, em pó e principalmente no leite condensado, cujo custo de produção não tem rivais entre os países concorrentes. "Mas para chegarmos lá temos que superar fortes obstáculos, como barreiras sanitárias de outros países" e tomar algumas providências básicas, como a criação de embalagem padrão para os lácteos dirigidos para o mercado externo.
Alexandre Gomes Fernandes, fiscal do SIPA, Ministério da Agricultura, em Minas Gerais, disse que "nenhuma empresa do Brasil está apta para exportar para a União Européia, cujas exigências de qualidade não são atendidas pela nossa legislação, mesmo com as novas normas de produção criadas recentemente". Ele informou ainda que existem no Brasil quase 2 mil laticínios com SIF, dos quais apenas 5% estão legalmente capacitados para a exportação.
O Brasil, por enquanto, é uma promessa como plataforma exportadora de lácteos, mas os números estão crescendo rapidamente. Em 2001 exportou cerca de US$ 25 milhões e no ano passado US$ 40 milhões. Experts do setor acreditam que dentro de dez anos as exportações podem crescer mais de dez vezes, chegando a US$ 500 milhões.
Fonte: Leite Brasil (por João Castanho Dias)
Cresce o interesse pela exportação de lácteos
Publicado por: MilkPoint
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