Como o clima afetou a produção de leite no Rio Grande do Sul?

O Rio Grande do Sul enfrentou um período de calor intenso, seguido por uma mudança nas condições atmosféricas. Essas condições afetaram o setor leiteiro. Confira!

Publicado por: MilkPoint

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O Rio Grande do Sul enfrentou um período de calor intenso, seguido por uma mudança nas condições atmosféricas.

A previsão indica a continuidade das chuvas no Rio Grande do Sul, e um leve declínio das temperaturas máximas. Na quinta-feira (13/02), a frente fria que avançou sobre o Estado nos dias anteriores seguirá influenciando o tempo, provocando chuvas em todas as regiões à medida que se desloca ao longo do dia. Hoje, (14/02), esse sistema estará concentrado no Norte/Nordeste, podendo gerar acumulados principalmente no Alto Uruguai e na divisa com Santa Catarina. Em função da passagem da frente fria, uma massa de ar frio ingressará no território gaúcho, amenizando as temperaturas.

Previsão do tempo para o Rio Grande do Sul

Como está a produção de leite?

As temperaturas altas, frequentemente próximas a 40 °C, com sensação térmica ainda mais elevada, continuam a impactar o bem-estar dos animais e a reduzir a produtividade leiteira. A produção ainda está em declínio, expressando o momento crítico para a atividade. Essa condição pode causar uma queda de até 10% da produção de leite gaúcha. A estimativa é da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando). As perdas, segundo a entidade, são causadas não só pelo estresse térmico das vacas, mas também pelo menor rendimento das lavouras de milho silagem, o que impacta na alimentação dos animais.

Milho silagem

Prosseguiu a colheita do milho silagem, e estima-se que, em 62% da área, foi finalizada. A produtividade é considerada satisfatória, próxima à projetada inicialmente. Em torno de 10% das lavouras estão prontas para o corte. As áreas em enchimento de grãos correspondem a 8%; em floração, 5%; e desenvolvimento vegetativo, 15%. As lavouras semeadas em novembro encontram-se na fase de embonecamento, beneficiadas pelas chuvas recentes. Embora as perdas relacionadas ao porte das plantas e ao secamento precoce das folhas resultem em menores volumes de massa verde na ensilagem, a melhoria dos níveis de umidade do solo permitiu a formação de grãos, agregando qualidade ao alimento.

Grãos

O desenvolvimento da soja foi significativamente impactado pela restrição hídrica e pelas temperaturas elevadas, próximas a 40 °C, que ampliaram as perdas. O Oeste do Estado ainda é a região mais afetada. No entanto, lavouras de todo o Estado têm sido prejudicadas por essas condições climáticas.

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Para o milho, apesar das precipitações ocorridas em 05/02, as temperaturas extremamente elevadas aceleraram a redução da umidade nas plantas e nos grãos e, consequentemente, a colheita, que alcançou 54% do total cultivado.

Referências bibliográficas

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