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Commodities: milho tem alta consistente; soja avança de forma discreta

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 27/10/2021

4 MIN DE LEITURA

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O milho fechou com alta consistente na sessão desta terça-feira na bolsa de Chicago, empurrado por nova valorização do petróleo – o que estimula a demanda por etanol feito a partir do cereal nos EUA.

Com isso, o vencimento para dezembro, o mais negociado, avançou 1,02% (5,50 centavos de dólar), para US$ 5,4350 o bushel. O papel de segunda posição, março, teve alta de 1,01% (5,50 centavos de dólar), a US$ 5,5225 por bushel.

"A alta do milho parece estar relacionada ao fortalecimento dos preços do etanol nos Estados Unidos em meio ao contínuo aumento dos preços mundiais da energia", disse a AgResource à Dow Jones Newswires. O barril do tipo Brent, referência internacional, valorizou 0,47%, a US$ 86,40. Já o tipo WTI, referência americana, subiu 1,06%, a US$ 84,65 o barril.

Outro fator que ajudou na alta dos futuros é a preocupação do mercado com a oferta de fertilizantes para a próxima safra americana. Se o fornecimento do insumo for restrito como os traders estimam, a tendência é que os agricultores optem por trocar a produção do cereal pela de soja.

No Brasil, o plantio do milho verão 2021/22 no Brasil chegou a 37,6% da área estimada, de 4,4 milhões de hectares, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) até o dia 23 de outubro. No entanto, os trabalhos estão levemente atrasados em relação ao mesmo período do ano passado, quando 39,5% havia sido semeado. A expectativa da Conab é de que o país colha 28,3 milhões de toneladas na primeira safra.

Já as exportações brasileiras de milho deverão somar 2,14 milhões de toneladas em outubro, segundo relatório divulgado pela Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec), baseado nas programações dos portos. Na semana passada, a previsão era de embarcar 2,31 milhão de toneladas. Se confirmada a estimativa, será uma queda de 52,7% em relação ao mesmo período de 2020, quando 4,53 milhões de toneladas foram enviadas ao exterior.

A soja conseguiu encontrar espaço para uma pequena alta na sessão, apoiada na demanda pela oleaginosa. O papel para janeiro, o mais líquido atualmente, subiu 0,04% (0,50 centavo de dólar), a US$ 12,4750 o bushel. A posição seguinte, março, teve alta de 0,04% (0,50 centavo de dólar), para US$ 12,5675 por bushel.

A sessão iniciou positiva para a oleaginosa, com empresas americanas anunciando a exportação de 199 mil toneladas de soja para a China e 125,73 mil toneladas para o México, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Mas a forte realização de lucros do óleo de soja somada com o bom ritmo de colheita nos EUA e plantio no Brasil, os dois maiores produtores mundiais do grão, limitaram os ganhos.

Ontem, depois do fechamento das bolsas, o USDA informou que a colheita de soja nos Estados Unidos avançou 13 pontos percentuais na última semana até domingo, para 73% da área estimada. O número está abaixo do visto no mesmo período de 2020 (82%), mas acima da média dos últimos cinco anos (70%).

Já o plantio de soja no Brasil chegou a 36,8% do total estimado no país (39,9 milhões de hectares), segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com dados coletados até o dia 23 de outubro. No mesmo período do ano passado, o índice estava em 20,5%. Até o momento, 35% do semeado encontra-se em emergência e 65% em desenvolvimento vegetativo. A expectativa é que o país produza mais de 140 milhões de toneladas.

As exportações brasileiras de soja deverão chegar a 3,43 milhões de toneladas em outubro, segundo a Anec. Na semana passada, a previsão para o mês também era de 3,4 milhões de toneladas. Se confirmado o resultado, será uma alta de 58% em relação ao mesmo período de 2020, quando as exportações somaram 2,17 milhões de toneladas.

Após duas altas seguidas e forte valorização nas últimas semanas, o trigo passou por realização de lucros em Chicago. O contrato para dezembro, o mais ativo no momento, caiu 0,95% (7,25 centavos de dólar), a US$ 7,5225 o bushel. A segunda posição, março, caiu 0,84% (6,50 centavos de dólar), para US$ 7,6525 o bushel.

Os futuros do cereal foram pressionados pelo bom ritmo de plantio da safra de inverno nos EUA e também pelas boas condições das plantas. Na segunda-feira, o USDA informou que 46% da área cultivada apresentava boas ou excelentes condições, ante 41% do mesmo período do ano passado. Já o plantio está em 80%, dentro da média dos últimos cinco anos e um pouco abaixo do observado no ano passado (84%).

Para além da queda desta sessão, os fundamentos continuam indicando um cenário de aperto na oferta global durante o ciclo 2021/22. “Mantemos a visão de que há uma falta real de trigo de melhor qualidade em todo o mundo agora e as pessoa que esperam que a Austrália venha em seu socorro podem estar enganadas", disse Richard Buttenshaw, da Marex Spectron, em relatório.

As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela equipe MilkPoint. 

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