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Commodities: demanda e clima nos EUA puxam alta dos grãos em Chicago

O relatório USDA da última sexta feira trouxe atualizações sobre os grãos nos EUA. Saiba mais sobre esses dados aqui!

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: 18/10/2021 - 3 minutos de leitura

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 A soja emendou sua segunda alta seguida na bolsa de Chicago na última sexta-feira (15/09), em sessão marcada por dados de demanda firme pelo grão e preocupações com a colheita nos Estados Unidos. O contrato da oleaginosa para novembro, o mais líquido, avançou 0,97% (11,50 centavos de dólar), a US$ 12,1775 o bushel. A posição seguinte, para janeiro, subiu 0,88% (10,75 centavos de dólar), para US$ 12,2625 por bushel.

Mais cedo, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que o saldo líquido das vendas americanas de soja (resultado de novos contratos e cancelamentos) da temporada 2021/22 somou 1,15 milhão de toneladas na semana encerrada em 7 de outubro. O volume é 10% superior ao da semana anterior e ficou 9% acima da média das últimas quatro semanas.

Os americanos exportaram 1,71 milhão de toneladas na semana, 82% mais que nos sete dias anteriores. Desse total, 1,3 milhão de toneladas foram para a China.

O USDA também reportou a negociação de mais 800 mil toneladas de soja, sendo a maior parte (722,3 mil toneladas) para destinos não revelados — o que o mercado entende ser a China. Outras 132 mil toneladas foram, de fato, vendidas aos chineses.

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Além de a boa demanda ter dado fôlego à subida, também a previsão de clima chuvoso em boa parte do cinturão de grãos dos EUA ofereceu suporte às cotações. Como a colheita está em pleno andamento no país, as precipitações podem atrasar os trabalhos de campo.

O esmagamento da soja nos EUA em setembro foi o menor nos últimos três meses, enquanto os estoques de óleo de soja subiram pelo terceiro mês consecutivo, segundo a Associação Nacional de Processadores de Sementes Oleaginosas (Nopa, na sigla em inglês). No mês passado, o esmagamento somou 4,19 milhões de toneladas, queda de 3,2% em relação a agosto e 4,8% abaixo do volume processado em setembro de 2020. Segundo a agência Reuters, o mercado esperava que o esmagamento chegasse a 4,22 milhões de toneladas.

O milho também fechou em alta, devido, principalmente, à preocupação com as chuvas durante a colheita americana. O vencimento para dezembro, o mais negociado, subiu 1,74% (9 centavos de dólar), a US$ 5,25,75 o bushel, enquanto o papel de segunda posição, que vence em março, avançou 1,62% (8,50 centavos de dólar), a US$ 5,3425 o bushel.

A valorização do petróleo na sessão ofereceu suporte extra ao milho, uma vez que, quando o preço do fóssil aumenta, cresce a competitividade do etanol americano, que é feito do cereal. O barril do tipo Brent para dezembro, referência internacional, subiu 1,02%, a US$ 84,86. Já o petróleo tipo WTI para novembro, referência dos EUA, subiu 1,19%, para US$ 82,28, acumulando sua oitava semana seguida de alta — a maior sequência desde 2015.

Outra preocupação no radar do mercado é o alto custo dos fertilizantes e o impacto disso na próxima safra de grãos. “Há muitas leituras de que a produção e a área plantada e colhida serão significativamente menores no próximo ano devido à falta de fertilizantes disponíveis e ao custo de produção”, disse Jack Scoville, do Price Futures Group, em relatório.

Durante a sessão, o USDA informou que os americanos negociaram 1,04 milhão de toneladas de milho da safra 2021/22 até a semana encerrada em 7 de outubro, uma queda semanal de 18%, mas 87% superior à média. Também foram negociadas 3,2 mil toneladas para 2022/23, temporada que só começará em setembro do ano que vem. Já os embarques de milho na semana encerrada dia 7 somaram 918,1 mil toneladas, queda semanal de 6%.

O trigo também avançou nesta sexta, em mais uma sessão em que os operadores monitoraram a oferta global. O contrato para dezembro, o mais ativo no momento, subiu 1,28% (9,25 centavos de dólar), a US$ 7,340 o bushel, e a segunda posição, para março, fechou em alta de 1,32% (9,75 centavos de dólar), a US$ 7,4650 o bushel.

De acordo com o analista Karl Setzer, da AgriVisor, um dos fundamentos acompanhados no pregão foi a expectativa de uma quebra ainda maior da safra do Canadá, um dos principais produtores mundiais. A previsão de geada na região do Mar Negro, outra área importante para o cereal, também esteve no radar do mercado.

O relatório de exportações americanas ofereceu suporte adicional aos preços. O USDA informou que as vendas líquidas de trigo ficaram em 567,6 mil toneladas na semana encerrada em 7 de outubro, aumento de 70% na comparação; o volume ficou 42% acima da média de quatro semanas. Os embarques do cereal no período somaram 458,9 mil toneladas, queda de 16%.

As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela equipe MilkPoint. 

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