SC: redução no valor do leite afeta produtores e cadeia econômica regional

Com preços próximos ou abaixo do custo de produção, o setor leiteiro do Extremo-Oeste catarinense sente os efeitos da crise, que já impacta a circulação de recursos e exige ajustes em gestão e planejamento.

Publicado por: MilkPoint

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A crise no setor leiteiro afetou em cerca de R$ 67 milhões a economia do Extremo-Oeste catarinense, segundo a Epagri. O preço do leite caiu aproximadamente R$ 0,70, impactando toda a cadeia produtiva. O valor médio pago ao produtor é de R$ 2,01 por litro, próximo ao custo de produção. Fatores como estiagens, aumento da produção nacional e desequilíbrio entre oferta e demanda contribuíram para a crise. O setor precisa se estruturar melhor para enfrentar essas dificuldades.

A crise do setor leiteiro pode ter reduzido em cerca de R$ 67 milhões a circulação de recursos no Extremo-Oeste catarinense. A estimativa foi apresentada pelo extensionista da Epagri, Jonas Ramon, em entrevista à rádio Peperi, durante uma reunião realizada na manhã desta sexta-feira, dia 30, na Associação dos Municípios do Extremo-Oeste de Santa Catarina (Ameosc).

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De acordo com Jonas Ramon, dados técnicos indicam que a queda média de aproximadamente R$ 0,70 no preço do litro do leite, registrada nos últimos meses, tem gerado impactos significativos na economia regional. Os efeitos se estendem além dos produtores, alcançando toda a cadeia econômica vinculada à atividade leiteira.

Segundo o extensionista, o preço médio pago ao produtor no Extremo-Oeste está em torno de R$ 2,01 por litro, valor próximo ou, em muitos casos, inferior ao custo médio de produção. A situação é ainda mais sensível em propriedades com maior dependência de insumos externos. Diante desse cenário, técnicos reforçam a necessidade de ajustes na gestão, redução de custos, maior foco em eficiência produtiva e planejamento como estratégias para atravessar o período de dificuldades.

O presidente do Conseleite, Selvino Giesel, destacou que a crise decorre de uma combinação de fatores. Entre eles estão os efeitos das estiagens dos últimos anos, a recuperação da produção nacional, a continuidade das importações de leite e derivados e o desequilíbrio entre oferta e demanda, que pressionou os preços para baixo.

Para Giesel, o setor precisa avançar em estruturação e organização para lidar com crises recorrentes, reduzindo o risco de que produtores e indústrias operem continuamente no limite financeiro.

As informações são da Rede Peperi, adaptadas pela equipe MilkPoint.

 

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