CNA: Kátia Abreu é escolhida presidente após acordo
Pela primeira vez em sua história, a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) será comandada por uma mulher. Graças a um acordo de bastidores costurado ao longo do mês de setembro, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) será a única candidata na eleição da CNA, que ocorre em 12 de novembro.
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Os especialistas do setor agropecuário previam a disputa mais acirrada da história da CNA entre Kátia Abreu e o atual presidente do órgão, Fábio de Salles Meirelles. Mas, com o acordo, um dos filhos de Meirelles ocupará uma das diretorias da confederação e o pai, em troca, deixa de concorrer com a senadora de Tocantins. No dia do registro de sua chapa, Kátia Abreu disse que fará o necessário para valorizar o agronegócio brasileiro. Para ela, falta um governo que olhe para o campo com a mesma importância que se olha para a indústria.
"O agronegócio nunca teve tanta dificuldade como agora, no governo Lula. É uma questão ideológica. Há várias ações agredindo o direito de propriedade. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já era muito urbano e desde Getúlio Vargas o País nunca mais teve um presidente com sensibilidade para o agronegócio. Em resumo, sou obrigada a admitir: temos levado muita bola nas costas".
A Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil representa 1,2 milhão de produtores rurais e possui um orçamento anual de R$ 25 milhões, dinheiro que surge da contribuição sindical do setor. Podem ser filiados da CNA todos os proprietários de terras superiores a dois módulos fiscais, que variam de estado para estado. Em geral, os filiados da CNA têm, pelo menos, 200 hectares de terras. Caberá à Kátia Abreu liderar o grupo e lutar pelo fim dos gargalos logísticos.
Mas, antes de voltar suas fichas contra o presidente Lula, a futura presidente da CNA terá que olhar para o próprio setor e tentar amenizar os efeitos da crise econômica mundial que assola o mundo neste mês de outubro. Na última quinta-feira (9), a atual assessora técnica da CNA, Rosemeire Santos, declarou em entrevista coletiva que o PIB do agronegócio brasileiro deverá subir 9,5% em 2008. Até dias atrás, a entidade previa crescimento superior a dois dígitos, prova de que a recessão já começou.
"Muitos produtores ainda estão descobertos e quem não adquiriu os insumos terá dificuldade de conseguir crédito para comprar. O fato é que quem utilizar menos insumo em uma área plantada menor, porém com mais tecnologia, poderá manter o atual índice de produção. Já quem usar menos insumos em 100% da área poderá reduzir a lavoura. Mesmo assim, com todos esses contrapontos, a CNA considera 2008 um ano histórico, pelo volume de dinheiro e carga movimentados.
As informações são do Jornal A Notícia/TO, resumida e adaptada pela equipe AgriPoint.
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SANT'ANA DO LIVRAMENTO - RIO GRANDE DO SUL - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA
EM 16/11/2008

LEOPOLDINA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 20/10/2008
Importantes na essência para a ordenação dos preços de mercado, as cooperativas brasileiras necessitam de uma modernização legislativa que as coloque no século XXI.
Exemplo claro disso está nos EGFs recentes que por luta política da CNA foram disponibilizados às Cooperativas. Quantas se aproveitaram de tais linhas para retirar leite de circulação e equalizar o mercado? Poucas ou nenhuma. E por que? Uma parte, por não conhecer o mecanismo, e outra, porque simplesmente não podem parar o "balcão de negócios", vendendo longa vida a R$ 1,00, preço que só beneficia a Tetra Pak (não importa o preço do produto, a embalagem é sempre o mesmo preço), aos vendedores (fácil ganhar comissões em vendas gigantes aos grandes supermercados) e aos transportadores. Não por coincidência, grande parte dos vendedores e transportadores de leite deste Brasil são os próprios diretores das cooperativas ou familiares.
Vamos parar com essa vergonha institucional das cooperativas e chegar ao século XXI. Somente com modernização legislativa, rodízio efetivo de diretorias e profissionalização de gestão chegaremos lá.
Força presidente.

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL
EM 20/10/2008
O Setor é responsável pela geração de renda e emprego e, mais importante, por abastecer a mesa do brasileiro e de cidadãos mundo afora. Além do mais, o agropecuarista é o maior interessado na preservação dos recursos naturais e no seu uso sustentável (solo, água, biodiversidade). Mas o Setor precisa contar com os instrumentos que viabilizem as inversões necessárias, onde cada propriedade é um caso. Precisa ser planejada de forma individualizada e não cair no balaio geral da legislação ambiental.

MIRACEMA - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 17/10/2008
Nem tudo é possivel, mas é melhor que seja o factivel.
Parabens Senadora, e que o campo sempre acompanhe as pessoas que realizam.

MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 16/10/2008
O meio rural está massacrado, chegamos ao cumulo de aparecer um doido de colete e considerar que todos estão errados, todos são bandidos, um urbanista que não tem a mínima noção do que é o meio rural, do quanto foram herois estes que hoje estão sendo taxados de bandidos.
Esperamos e temos certeza que com a Senadora Katia Abreu a frente da CNA, no mínimo vamos ter uma pessoa que conhece e vai lutar pela classe produtora.
Não vai confrontar, mas vai mostrar o que é a nossa realidade do dia a dia no campo, para alimentar o meio urbano e conseguir grandes divisas para o País.
Parabens e bom trabalho Senadora.
Everton Gonçalves Borges
Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Ibiá - MG

GOVERNADOR VALADARES - MINAS GERAIS
EM 15/10/2008
Esse nosso país é realmente "coisa de outro mundo"!
Uma notícia que teria tudo para ser recebida com a maior festa dada a capacidade inequívoca da senadora Kátia Abreu exercer um mandato que pode ser histórico na CNA.
Meus companheiros do Sindicato dos Produtores Rurais de Governador Valadares bem o sabem que o ano passado propus ao presidente de nossa entidade que fizesse uma gestão junto à FAEMG ( Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais ) para quem sabe liderar uma campanha pró candidatura e eleição da senadora Kátia Abreu para presidência da CNA.
Alvissareira notícia que tem tudo para fazer muito bem à agropecuária e meio-ambiente brasileiro ( meio-ambiente sim, porque a senadora Kátia é uma pessoa extremamente aguerrida e determinada na defesa do setor agropecuário, mas é também uma das pessoas mais bem informadas e equilibradas do setor e sempre pauta suas ações em defesa do mesmo de forma a manter uma harmoniosa convivência com a área ambiental ).
Infelizmente tão brilhante notícia é empalidecida por algo que escancara de forma chocante como que em nosso país os indivíduos se colocam acima das instituições que representam e se servem destas instituições ao invés de através delas servirem àqueles que representam.
É aviltante como para se ter alguém talhado para o cargo e que de forma geral é reconhecido como a melhor opção para lutar pelos direitos do produtor rural e nortear os rumos da CNA e por consequência da agropecuária nacional, tenha que se fazer um "acordo" indecentende no qual o concorrente ao cargo abre mão da disputa desde que seu filho ocupe uma das diretorias.
É o mais escancarado e claro exemplo de como a quase totalidade de instituições tais como: federações, confederações, cooperativas, etc se tornam feudos onde uns poucos e seus "amigos" se servem das instituições às quais deveriam servir.
Sensação estranha, como a de alguém que ganhou o mais fino dos chocolates e ainda assim ficou com um gosto amargo como féu na boca!
Cordialmente,
Helio Cabral Jr
GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 15/10/2008
Vonaldo Morais
Silvânia-Goiás produção de leite, soja e tesoureiro do sindicato rural de Silvânia.
Fazenda Laginha Gameleira de Goias- Goias

ARAXÁ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 15/10/2008
Espero que essa senhora consiga resultados mais concretos do que esses senhores que passaram por muitas décadas nessa entidade e muito pouco fizeram. Que se garanta o direito à propriedade que na prática não mais existe no Brasil, que se faça uma revisão na política agrícola e ambiental. Que se tenha menos burocracia na hora de conseguir crédito para produzir e menos demagogia com as leis ambientais. Que se tenha mais sensatez e bom senso na hora de lidar com o setor produtivo rural.
Lucas.