CNA: falta de leite é problema nos países produtores

Segundo o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim, a redução da oferta do leite e derivados não é um problema isolado do Brasil, mas uma questão mundial. E essa queda começa a prejudicar os países importadores de lácteos.

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Segundo o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim, a redução da oferta do leite e derivados não é um problema isolado do Brasil, mas uma questão mundial. E essa queda começa a prejudicar os países importadores de lácteos.

"Não há leite no mercado internacional. Não há estoque. O México, que é o maior importador de produtos lácteos do mundo, disse numa reunião, recentemente, que precisava de 60 mil toneladas de leite em pó e não tinha de quem comprar. A Venezuela precisa de leite em pó para cumprir os seus programas sociais e não tem onde comprar", afirmou.

O problema é tão grande que a União Européia, que sempre monitorou os preços internacionais e subsidiava a exportação, teve de se adaptar e retirar os subsídios para não sofrer desabastecimento.

De acordo com Alvim, a Argentina e Austrália devem ter queda de 9% a 10% na produção deste ano e a União Européia e Nova Zelândia devem ter crescimento baixo.

A tonelada do leite em pó no mercado internacional, negociada a US$ 2 mil no fim de 2005, passou para US$ 5,5 mil em 2007, o que mostra uma recuperação de valores. "Se pegarmos como base a série histórica, não são os maiores preços já registrados", destacou.

Quanto ao Brasil, Alvim reiterou que o país é o único com capacidade de aumentar sua produção e pode aproveitar o momento para preencher a lacuna no mercado. Disse ainda que a valorização não é motivo de preocupação.

As informações são da CNA.
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Heloisio Amorim Machado Junior
HELOISIO AMORIM MACHADO JUNIOR

MIRACEMA - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 29/07/2007

É interessante nossos governantes e consumidores, quando o produtor de leite está quase falido, afinal de contas, desde 1994, quando o salário minimo era de R$ 64,00, a gasolina era R$ 0,78 e o litro de leite pago ao produtor R$ 0,35 sempre se colocou que o produtor deveria se proficionalizar para continuar no mercado .

Nós produtores fizemos nossa parte e tem crecido a produção no país. Ainda bem que o preço do leite tem recuperado este ano.

No entanto, a mídia e o governo tem criticado o aumento dos preços. Só a CNA briga por redução de impostos e encargos, redução do preço do combustivel, redução do preço de energia.

Os valores são elaborados pelo governo, o mesmo que reclama e diz para a dona de casa deixar de comprar o leite animal, para logo consumir a bebida à base de soja. É uma pena que o governo não faça a sua parte.
Qual a sua dúvida hoje?