CNA discute aumento das importações de lácteos

A balança comercial brasileira de lácteos, que foi deficitária em janeiro, será discutida amanhã (04) durante a reunião da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que começa às 10h, na sede da entidade, em Brasília. Entre os tópicos relacionados a este tema está o aumento exorbitante das importações em janeiro, que cresceram 91,63% em valores e 135,57% em quantidade na comparação com o mesmo período do ano passado.

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A balança comercial brasileira de lácteos, que foi deficitária em janeiro, será discutida amanhã (04) durante a reunião da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que começa às 10h, na sede da entidade, em Brasília. Entre os tópicos relacionados a este tema está o aumento exorbitante das importações em janeiro, que cresceram 91,63% em valores e 135,57% em quantidade na comparação com o mesmo período do ano passado. Do total adquirido em janeiro, 82% veio da Argentina, o que fez o setor produtivo brasileiro suspeitar de triangulação por parte do país vizinho.

Segundo lideranças do segmento lácteo, a Argentina poderia estar importando leite da União Européia e da Nova Zelândia e revendendo ao Brasil por preços abaixo do custo de produção, prática conhecida como dumping, o que inviabilizaria a produção nacional. Para verificar se há prática desleal por parte do governo argentino, a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, e o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Rodrigo Alvim, defenderam, entre outras medidas, a licença não-automática para importação e a fixação da Tarifa Externa Comum (TEC) em 30% para produtos de países de fora do Mercosul.

Pediram também a volta da política de preços mínimos que foi adotada a partir de uma investigação de um processo antidumping da própria Argentina devido a mecanismos ilegais de comércio na década de 90. Esta medida, no entanto, venceu em fevereiro do ano passado. Representantes do setor defenderam ainda a fiscalização dos padrões de qualidade do leite argentino e o fim da cobrança de PIS e Cofins sobre rações e sal mineral, o que reduziria em R$ 0,04 o custo de produção e ajudaria dar mais competitividade à produção brasileira.

Os membros da Comissão da CNA também debaterão no encontro as ações e metas para 2009, e conhecerão as atividades do núcleo de agronegócio da Embrapa Gado de Leite.

As informações são da Agência CNA, adaptadas pela Equipe MilkPoint.
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Thomas Strausss
THOMAS STRAUSSS

SÃO PAULO - SÃO PAULO

EM 10/03/2009

Precisamos tambem de mais rigor na fiscalização por parte do MAPA. Como é possível que fabricantes fantasmas constam na "Relação de Produtos Habilitados para Exportação para o Brasil por Pais" no site do próprio MAPA ? Como exemplo: não existem fabricas da Vacca BV ou Nukamel na Holanda, ainda assim exportam bastante para o Brasil!
Roberto Jank Jr.
ROBERTO JANK JR.

DESCALVADO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/03/2009

Além de verificar de onde vem o leite, é importante saber quem foi que importou. O volume foi estranhamente alto tanto para o histórico de compra do Brasil quanto para o de venda da Argentina no mes de janeiro, principalmente na situação fragilizada em que esta se encontra.

Precisamos verificar se não são "aqueles" mesmos de sempre que no passado recente traziam leite em pó de fora para clandestinamente colocar nos programas sociais estaduais e de merenda escolar, ambos proibidos por lei para leite importado.
Roberto Cunha Freire
ROBERTO CUNHA FREIRE

LEOPOLDINA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 04/03/2009

Concordo plenamente com o colega, isso é motivo o bastante para que todos os Sindicatos e Federações da Agricultura de todos os estados da federação convoquem um movimento intitulado "Marcha dos Produtores rurais de leite para Brasília". É o mínimo que podem fazer pela nossa classe, que é geradora de riquezas no interior do nosso País, afinal quantos empregos geramos? Essa crise é tão importante do ponto de vista social quanto a das fábricas de automóveis, a única diferença é que suas lideranças são organizadas e gritam, ameaçam demissão, etc, e as nossas lideranças sindicais?

Creio que os nossos Sindicatos Rurais, Cooperativas de leite, todos devem se mobilizar no sentido de sensibilizar o governo federal para o que vem ocorrendo e exigir mudança de atitude do mesmo para conosco, afinal somos parceiros dele e queremos tão somente os mesmos direitos de tratamento dado a outras classes com já citadas acima. Queremos que o Brasil nos proteja dessa concorrência desleal e injusta provocada por ganansiosos que só pensam em levar vantagem com essa importação de leite que você não sabe direito nem da sua origem e que tem como parâmetros de injustiças subsídios e também até má qualidade em relação ao leite que produzimos no Brasil.
Luciano Paiva Nogueira
LUCIANO PAIVA NOGUEIRA

SETE LAGOAS - MINAS GERAIS

EM 04/03/2009

Lamentável que quem esteja discutindo estas questões seja somente a CNA. Onde estão nossos governantes nesta estória?
Qual a sua dúvida hoje?