O diretor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Bruno Lucchi, apresentou, na terça-feira (29), as propostas da CNA para o Plano Agrícola e Pecuário 2025/2026 durante reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em Brasília (DF).
A entidade solicita um total de R$ 594 bilhões em recursos para a próxima safra e destacou dez prioridades, com foco na ampliação do seguro rural, melhoria do ambiente de negócios, revisão dos limites de renda bruta agropecuária dos programas de financiamento e eliminação de entraves regulatórios que dificultam o acesso ao crédito rural.
Lucchi alertou para os desafios do Plano Agrícola e Pecuário 2025/2026, que deverá ser estruturado em um cenário de restrição fiscal, aumento das taxas de juros e instabilidade internacional, e defendeu o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao agro.
Entre os pontos centrais apresentados estão:
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Redução da burocracia nos financiamentos;
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Reforço no orçamento do Plano Safra;
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Modernização das ferramentas de gestão de riscos;
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Alocação eficiente dos recursos públicos.
O diretor técnico também chamou atenção para os entraves estruturais no acesso ao crédito, como os altos custos cartorários, as exigências ambientais desproporcionais e os obstáculos na regularização fundiária, que afastam produtores das linhas oficiais e elevam os riscos no campo.
“O desempenho do Plano Agrícola e Pecuário 2024/2025 está 17% abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior. Em contrapartida, as Cédulas de Produto Rural (CPR) cresceram 58% no período analisado, evidenciando que, diante da menor disponibilidade de recursos oficiais, os produtores rurais têm recorrido cada vez mais às fontes privadas de financiamento”, explicou.
O documento da Confederação foi entregue na semana passada ao Ministério da Agricultura. A FPA também havia divulgado suas propostas para o Plano Safra.
As informações são da Assessoria de Comunicação CNA, adaptadas pela equipe MilkPoint