China condena à morte acusados no caso do leite

A Justiça chinesa condenou à morte três acusados por comandar o esquema de adulteração de leite que causou a morte de ao menos seis crianças e afetou mais de 300 mil pessoas. Oito pessoas foram consideradas culpadas nesta quinta-feira (22) por acrescentar ao leite a substância melamina.

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A Justiça chinesa condenou à morte três acusados por comandar o esquema de adulteração de leite que causou a morte de ao menos seis crianças e afetou mais de 300 mil pessoas. Oito pessoas foram consideradas culpadas nesta quinta-feira (22) por acrescentar ao leite a substância melamina.

A descoberta da substância no leite gerou um escândalo sobre a falta de segurança de certos produtos, tanto alimentícios como de outros setores, fabricados na China nos últimos anos, e afetou a exportação chinesa de produtos lácteos e derivados.

Dois dos oito acusados - cujas identidades não foram divulgadas - foram condenados à prisão perpétua e outras três pessoas deverão pegar penas de 5 a 15 anos de prisão. No total, 21 suspeitos devem enfrentar acusações, entre eles Tian Wenhua, ex-presidente da companhia agrária Sanlu - principal responsável pela adulteração do leite no país.

Tian e outros três executivos - os diretores Wang Yuliang e Hang Zhiqi, e o ex-chefe de uma subsidiária da empresa Wu Jusheng - ainda são julgados por produzir e vender o produto maquiado. Eles foram presos em setembro passado.

De agosto até o meio de setembro de 2008, a Sanlu envasou e vendeu mais de 813 mil toneladas de leite adulterado. Casos de contaminação pelo produto irregular foram registrados em várias partes do mundo, principalmente na Europa, na Ásia e na Oceania. Indícios de melamina foram encontrados em produtos e derivados de leite de ao menos 20 empresas - entre elas a gigante suíça Nestlé.

No começo de janeiro, o ministério da Saúde da China reconheceu que 296 mil crianças ficaram doentes depois de ingerir produtos lácteos que continham melamina. Em um comunicado, o ministério diz que o número de crianças que morreram pode aumentar.

As informações são da Folha Online, adaptadas e resumidas pela Equipe MilkPoint.
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Luís Felipe Lopes da Conceição
LUÍS FELIPE LOPES DA CONCEIÇÃO

PALMAS - TOCANTINS - FRIGORÍFICOS

EM 27/01/2009

Se nossas leis fossem semelhantes às da China, quando por ocasião de alguma toxinfecção de origem a mau manuseio de alimentos teríamos um decrescimo considerado no número de diretores, gerentes e donos de indústrias de alimentos no Brasil. A forca, a cadeira elétrica e outros métodos seriam poucos para o grande número de elementos que seriam condenados. O pior que não seria restrito a área industrial, pois as redes de varejo alimentar, entre restaurantes, quiosques de alimentação, rede de supermercadistas, entre outros superlotariam as cadeias públicas.

Temos que rever os conceitos éticos individualmente e muitos que criticam as instituições públicas são os mesmos que tendem a qualquer preço adquirir lucros para parceiros ou para si próprios. Industriais e verejistas de alimentos, lembrem: você comeria do produto que está produzindo, ou melhor, você daria a seu filho ou neto do produto que você está industrializando? Se a sua resposta for não, deixe o ramo de alimentos.
GEOVANE TEIXEIRA XAVIER
GEOVANE TEIXEIRA XAVIER

MUTUM - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/01/2009

Quando alguém disse que o Brasil não é um país sério (política e judicialmente falando; pois, nós trabalhadores somos extremamente sérios e honrados), os falsos patriotas criticaram. Agora me responda: O Brasil é um país sério? Se alguma providência for tomada contra os responsáveis pela adulteração do leite, as punições serão brandas demais, valendo a máxima brasileira: "o crime compensa e recompensa".

É por isso que as pessoas de bem desse país sofrem tanto.
Francisco de Assis Simionato
FRANCISCO DE ASSIS SIMIONATO

TERRA BOA - PARANÁ - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 24/01/2009

É verdade Roberto, é incrivel como aqui no Brasil as coisas continuem (pelo que parece) na mesma. Ainda encontramos marcas de leite nas gondôlas dos supermercados a R$ 1,09 como será que estas empresas fazem para pagar a caixinha, os impostos, os produtores vendendo tão barato desse jeito?

O leite é um produto nobre, alimenta o futuro de todo o planeta (nossas crianças) será que nossos governantes não poderiam fazer valer as leis que já existem com fiscalizações mais rígidas e punições mais severas, se o nosso leite fosse vendido por um preço digno (sem estas ofertas milagrosas que vemos com algumas marcas de leite conhecidas) os nosso produtores seriam com certeza muito melhor remunerados.

Vamos continuar lutando para dias melhores.

Francisco
Roberto Cunha Freire
ROBERTO CUNHA FREIRE

LEOPOLDINA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 23/01/2009

E aqui no Brasil como ficará o caso da fraude? O mínimo que deveriam fazer é bloquear os bens dos envolvidos e leiloar, porque o prejuízo que causaram para a população e para nós produtores rurais de leite são imensuráveis. A fraude em qualquer tipo de alimento, que coloque em risco a saúde da população, deveria mudar a lei e inserir um artigo que os envolvidos deveriam ser penalizados com indisponibilidade dos bens dos envolvidos.
José Oton Prata de Castro
JOSÉ OTON PRATA DE CASTRO

DIVINO DAS LARANJEIRAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE OVINOS DE CORTE

EM 22/01/2009

Um belo exemplo. É pena que não se adote os mesmos critéiros aqui neste País. Com a celeridade adotada na China. Que lástima...
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