Pela primeira vez no ano, sem descontar a inflação, o valor médio ultrapassa o obtido em 2005, como pode ser visto no gráfico 1.
Gráfico 1. Evolução dos preços do leite pagos aos produtores, em reais por litro.

De acordo com o centro, a maior alta em relação a maio ocorreu em Santa Catarina (12%), com o valor médio bruto pago aos produtores a R$ 0,5502/litro, em junho. O menor aumento, de 3,16%, ocorreu na Bahia, com o preço médio passando para R$ 0,4735/litro.
Goiás apresentou aumento de 8,2% no valor pago aos produtores em relação a maio e passou a ser o estado com o preço médio mais alto, de R$ 0,6550/litro. Em Minas Gerais houve um aumento de 5,5% em relação ao mês anterior.
Para o próximo pagamento, 88% dos informantes do Cepea acreditam em novos reajustes. Esse percentual é ainda maior que o observado no levantamento anterior, quando 83% tinham a expectativa de aumento para o pagamento de junho.
No mercado atacadista de São Paulo, os maiores aumentos ocorreram para a mussarela e para o leite UHT, com altas de 47,2% e 46,7%, respectivamente, na comparação de maio com janeiro. Em relação ao mês anterior (abril), a maior variação, de 18,4%, ocorreu para o leite pasteurizado, cotado a R$ 1,19/litro, em média. A segunda maior alta, de 18,1%, foi para o leite UHT, que passou de R$ 1,38/litro em abril para R$ 1,63/litro em maio.
Mesmo em valores deflacionados (desconta-se a inflação), os atuais preços dos leites pasteurizados, UHT e pó, são os maiores do levantamento do Cepea, que iniciou em junho de 2004.
Tabela 1. Preços pagos pelos laticínios (brutos) e recebidos pelos produtores (líquidos) em junho, referente ao leite entregue em maio de 2007.

Fonte: Cepea - Esalq/USP
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