O índice se refere à captação por laticínios, incluindo cooperativas, em seis estados, e representa 75% da produção formal.
Segundo o Cepea, o aumento da captação em julho ocorreu em virtude da maior produção nesta época do ano no Rio Grande do Sul e no Paraná. Em Minas Gerais, houve uma estabilidade no volume captado e em São Paulo, Goiás e Bahia a produção diminuiu em função da estiagem prolongada.
Os pesquisadores do centro observam ainda que se o comportamento da produção nacional seguir semelhante ao de 2005 a partir deste momento (aumento de 2,79% de aumento), o Brasil teria a terceira maior taxa de crescimento entre os dez maiores produtores mundiais de leite, ficando atrás apenas da China e Argentina, segundo estimativas do FAPRI (Instituto de Pesquisa de Políticas para Alimentação e Agricultura - Food and Agriculturas Policy Research Institute).
Conforme o FAPRI, a oferta de leite na China neste ano deve ter um aumento de 16,49% frente a 2005, a da Argentina de 4,53% e a oferta do Brasil de 2,7%.
O Cepea informou ainda que com o aumento da captação em determinadas regiões e queda em outras, a utilização média das indústrias ficou praticamente estável - próximo a 70% da capacidade máxima - e indica uma redução frente ao mesmo período do ano passado, quando foi utilizado 82,6% da capacidade industrial dos laticínios.
A disponibilidade interna de leite formal também apresentou um aumento de 1,71% em julho, frente ao mês anterior. Segundo o Cepea, houve 6,84 equivalentes-litros de leite formal por pessoa no mês passado, considerando uma população de 186,6 milhões de habitantes. Em relação a 2005, a disponibilidade interna caiu 5,33%. As informações são da assessoria de imprensa do Cepea.
Gráfico 1: ICAP-L/Cepea - Índice de Captação de Leite (Junho de 2004 = 100)
