Em sua primeira entrevista em 17 anos, o dono do Lactalis afirmou que há 83 países afetados - para onde a empresa exportou produtos da unidade de Craon -- nos quais estão sendo aplicados os mesmos procedimentos de recall usados no território francês. "Nós instalamos uma célula de crise tanto para o exterior quanto para a França", disse. Ele não informou quais são os países potencialmente afetados.
Na França, onde 35 bebês ficaram doentes após ingerir o produto, o governo anunciou na sexta-feira que todo o leite em pó para bebês fabricado na planta de Craon, que está fechada, deve ser retirado do comércio, não importa sua data de fabricação. Inicialmente, o recall se aplicava a produtos fabricados desde 15 de fevereiro.
Besnier afirmou ao jornal que a decisão de ampliar o recall foi da própria Lactalis. "Fui eu quem propus a Bruno Le Maire [ministro da Economia francês] para simplificar o procedimento do recall. Com a medida, o varejo não terá mais de fazer triagem, sabe que é necessário retirar tudo das prateleiras". Segundo ele, mais de 12 milhões de caixas de produto foram afetadas. "É preciso verificar tudo".
Questionado por que produtos contaminados continuaram a ser vendidos após três recalls, Besnier disse que "todo mundo está mobilizado para descobrir o que ocorreu. Houve, talvez, erro humano (...) As operações de recall são procedimentos habituais para o varejo. O período de férias pode ter tido um impacto", avaliou.
Brasil não está entre os países afetados com recall, confirma empresa
A Lactalis informou que o Brasil não faz parte da lista de 83 países onde fez recall de leite em pó por problemas de salmonela.
“Confirmo que o Brasil não faz parte da lista desses países”, informou Michel Nalet, porta-voz de Lactalis, sem responder, porém, se o grupo exporta o leite em pó para o mercado brasileiro.
As informações são do Valor Econômico.