A Centroleite, que teve uma captação de 213 milhões de litros no ano passado, pretende ampliar em 20% neste ano, por meio da associação de outras cooperativas e pelo fortalecimento das já existentes, revela Welber d'Assis Macedo e Silva, atual presidente da empresa e que substituiu recentemente Fernando Vilela. A Centroleite firmou uma parceria com o Sescoop para a profissionalização do produtor com tecnologia adaptada à região e está buscando a associação de mais cooperativas, inclusive do Estado de Minas Gerais, como a Cooperativa de Catanduva, no Triângulo Mineiro.
Com 30% da bacia ociosa em Goiás, Welber acredita que não é o momento adequado para a Centroleite começar a construir uma fábrica própria. "Hoje nós optamos por capitalizar a cooperativa em meio milhão de reais. A idéia é triplicar isso nos próximos dois anos e só então iniciar a montagem de uma planta". Algumas empresas já demonstraram interesse por uma parceria, entre elas Itambé, Italac e Paulista. Segundo Welber, a Tetra Pak se interessou por uma parceria no processo industrial e a Parmalat estaria disposta a comprar o leite produzido pela fábrica.
A construção de uma planta dependerá também de uma avaliação que a empresa fará do Governo e do programa Fome Zero, no decorrer dos próximos dois anos. "Se o Fome Zero se firmar e houver arrecadação de leite por parte do Governo, o consumo per capita de leite aumentará bastante e poderemos pensar na construção de uma fábrica própria", afirma ele.
Fonte: Thais de Alckmin Lisbôa, para o MilkPoint
Centroleite pretende se capitalizar antes de ter planta própria
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