Os rumos do Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fesa), recurso considerado prioritário pela cadeia produtiva do leite, será discutido hoje, na Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SAA) do RS. Segundo o titular da Coordenadoria Estadual de Planejamento Agrícola (Cepa), Edegar da Silva, o Fesa é originário de uma taxa de abate e a fiscalização ainda é ineficiente.
A discussão ocorre durante o terceiro encontro da Câmara Setorial do Leite, em que serão definidos os nomes que representarão o setor na multi-câmara, grupo de trabalho que tratará diretamente da reorganização do fundo.
Os resultados da CPI do Leite serão apresentados aos integrantes da câmara, que estão preocupados com a queda de produção no Estado. A partir do relatório, serão encaminhadas as sugestões apontadas pela CPI, concluída em 2002.
Na última reunião, em julho, o delegado do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Rio Grande do Sul, Francisco Signor, afirmou a necessidade da adoção da rastreabilidade e do fortalecimento da cadeia produtiva do leite através da câmara. "Precisamos fazer frente ao tratamento diferenciado que o Mapa dá a Santa Catarina, em que a questão prioritária é a econômica, em detrimento da sanidade", advertiu.
Também está na pauta do encontro a Instrução Normativa número 51 do Ministério da Agricultura, que regulamenta a qualidade do leite. A partir do ano que vem, novas normas sanitárias entrarão em vigor, exigindo atualização do segmento.
Fonte: Diário Popular/RS, adaptado por Equipe MilkPoint
Câmara Setorial do Leite faz mais uma reunião no RS
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