A Cabanha da Maya PAP, de Bagé, foi a grande vencedora do julgamento morfológico da raça Jersey. A propriedade leva para casa a escarapela de grande campeã para a fêmea Capela Carmem 271 Anny Saturn (box 301) e de reservada para Luna Linda itino do Embu (box 308). Maisa Remake do Embu, também da Cabanha da Maya, ficou com os títulos de melhor úbere da raça e de 4a melhor fêmea.
"Esse resultado é reflexo de um trabalho sério e que conta com o apoio de toda equipe que trabalha conosco em campo", destacou o administrador da cabanha, Chico Vieira, que ainda leva para Bagé a recordista do concurso leiteiro da Fenasul (Sanga Preta 122 Faby MG Beacon) e o melhor conjunto família Jersey. Os animais foram preparados por Luiz Pestana.
A qualidade genética da raça também esteve em evidência durante a 1ª Fenasul e foi constatada durante os julgamentos. O veterinário e criador José Flávio Vieira de Vieira, que ficou encarregado da avaliação morfológica dos exemplares na tarde de sábado, garantiu que a raça evoluiu muito. "A vencedora deste ano é uma vaca muito harmônica e feminina. Tem capacidade toráxica e digestiva muito boa para um exemplar leiteiro, assim como as dimensões de úbere e os aprumos", descreveu.
Ordenhas
Ao observar a última ordenha do concurso leiteiro da raça Jersey, ontem no parque Assis Brasil, um criador soltou uma frase que resumia o sentimento de quem observava o desempenho da vaca Sanga Preta Faby M.G. Beacon. "Nossa, que máquina de produzir leite".
O autor da frase era o proprietário de uma concorrente na 28a Expoleite, mas não se importou que a fêmea da Cabanha da Maya, tenha "atropelado" as demais vacas e batido o recorde estadual da raça em exposições com 90,2 litros em quatro ordenhas no período de 48 horas. O melhor desempenho pertencia à vaca Butiá 56-00 Sambo Neta, da Semente e Cabanha Butiá, de Passo Fundo, que na Expointer 2004 produziu 85,9 litros no mesmo período.
O que impressionou foi o desempenho uniforme e crescente da vencedora. Na primeira ordenha, realizada quarta-feira, foram tirados 22,15 litros. Nos três seguintes, manteve o padrão: 21 litros, 23,95 litros e 23,1 litros. Para o administrador da Maya, Chico Vieira, o desempenho não surpreendeu porque Faby vinha produzindo uma média de 40 litros diários, em duas ordenhas, na propriedade em Bagé. "Aplicamos muito em genética e compramos animais que agregam valor ao rebanho", explicou Vieira.
A recordista foi comprada em outubro do ano passado por R$ 4 mil, em um leilão realizado em Bagé e logo se destacou entre as 25 vacas em lactação da propriedade comandada pela criadora carioca Zuleika Torrealba. A cabanha esteve em Esteio com 22 exemplares adultos e terneiras e não vende nenhuma.
Fonte: Correio do Povo/RS e Zero Hora/RS, adaptado por Equipe MilkPoint
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