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BRF reestrutura food service e prevê crescer 'dois dígitos'

Encolhida durante o período no qual Abilio Diniz esteve à frente do conselho de administração da BRF, a área de food service (alimentação fora do lar) da dona das marcas Sadia e Perdigão voltou a ser prioridade.

Em entrevista ao Valor, o diretor de food service da companhia, Gerson Mantovani, afirmou que a reestruturação da área na BRF permitirá um crescimento de dois dígitos nos próximos anos. No ano passado, as vendas da companhia na área de food service no Brasil renderam R$ 2,3 bilhões, 14,1% da receita líquida no país e de 6,6% do faturamento total de quase R$ 35 bilhões reportado.

Na prática, se a BRF cumprir o objetivo de crescer dois dígitos já em 2019, o faturamento da área de food service alcançará, no mínimo, R$ 2,5 bilhões. Em geral, produtos voltados para o food service oferecem maior rentabilidade, o que tende a ajudar a companhia na meta de recuperação de sua margem de lucro. "A companhia está bem confiante na retomada da economia. Recuperando os níveis de emprego, mais pessoas vão consumir fora do lar", disse o executivo. Segundo ele, o mercado nacional de food service já cresceu 5,7% no primeiro bimestre, o que indicaria reação

Mantovani, que até ano passado atuava como diretor da BRF no Cone Sul - núcleo que incluía os negócios na Argentina e Chile -, regressou ao Brasil em setembro do ano passado para liderar a reestruturação da operação de food service. A área, que na gestão anterior havia sido integrada com a operação comercial voltada ao varejo, foi novamente segregada.

No processo, a BRF também lançará novos produtos para o food service, já em 2019, afirmou Mantovani. "Esse crescimento será muito baseado na aumento da distribuição, com vendedores e caminhões específicos, para ampliar o número de clientes que hoje não chegam ao que já tivemos", acrescentou o executivo.

Hoje, cerca de 70% das vendas da companhia no segmento de food service são para restaurantes, hotéis e padarias. Segundo Mantovani, as principais oportunidades da BRF estão nesses estabelecimentos. A fatia de 30% restante está nas redes de fast-food, acrescentou ele.

Na área de hambúrguer, carro-chefe de grandes redes de fast-food, a BRF perdeu relevância nos últimos anos - a empresa chegou a perder a conta do McDonald's para a rival JBS -, o que contribuiu para a ociosidade da fábrica de hambúrguer que a BRF possuía em Várzea Grande (MT). Em janeiro, essa planta foi vendida à Marfrig, que produzirá o hambúrguer comercializado no varejo pela BRF com as marcas Sadia e Perdigão.

Perguntado pela Valor se a saída da produção de hambúrguer afetada o potencial de crescimento das vendas da BRF para as redes de fast-food, o diretor da companhia enfatizou a demanda aquecida por produtos à base de frango. "Os empanados de frango estão crescendo bastante, mais do que o próprio hambúrguer nessas cadeias", disse.

As informações são do jornal Valor Econômico.

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