Euromonitor: consumo de alimentos sem glúten e lactose cresce no Brasil

O brasileiro está cada vez mais interessado em produtos sem glúten e lactose. Essa é a principal tendência identificada pela Euromonitor em um estudo sobre alimentação saudável apresentado na feira de produtos orgânicos Bio Brazil Fair, realizada em 8 de junho.

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O brasileiro está cada vez mais interessado em produtos sem glúten e lactose. Essa é a principal tendência identificada pela Euromonitor em um estudo sobre alimentação saudável apresentado na feira de produtos orgânicos Bio Brazil Fair, realizada no dia 8 de junho. Entre todas as categorias de alimentos funcionais, naturais ou de perfil saudável, como os orgânicos, diet e light, os produtos sem glúten têm a maior previsão de crescimento no país até 2022, com aumento nas vendas estimado entre 35% e 40% ao ano.

Hoje, o consumo anual de pães sem glúten está em pouco mais de US$ 1 dólar per capita no Brasil. Já bolos e massas sem o componente têm o consumo ainda abaixo de US$ 0,50 per capita. Outra tendência de aumento do consumo no país é o leite sem lactose, com alta anual estimada entre 10% e 15% nos próximos cinco anos. O produto mantém uma alta taxa de crescimento, mesmo já tendo um consumo significativo no Brasil — as vendas superam os US$ 300 milhões e US$ 2 per capita anuais.

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De forma geral, os alimentos industrializados “livres de”, em que o fabricante tira de sua composição algum dos nutrientes que podem causar mal-estar ao consumidor, cresceram a um ritmo de 8% ao ano entre 2012 e 2017 na América Latina, aponta a Euromonitor.

Uma mudança de hábito contribui para esse cenário, segundo Maria Mascaraque, consultora de alimentos e nutrição da Euromonitor: buscar produtos totalmente naturais é a principal tendência na compra de alimentos saudáveis tanto no Brasil quanto globalmente. “Ser natural é a prioridade número um dos consumidores, o que ajuda a explicar porque os alimentos industrializados ‘free from’ e os orgânicos continuam a liderar o segmento de produtos saudáveis. Os consumidores buscam funcionalidade nos alimentos que consomem, mas somente se forem obtidos por meio de ingredientes naturais”, diz.

Figura 1

Soja em queda

Por outro lado, as bebidas à base de soja estão em queda no mercado brasileiro. Leite e suco que utilizam o grão devem ter o consumo reduzido em 10% ao ano até 2022, aponta o levantamento. Outros tipos de leites “alternativos” sem lactose, como o de coco e amêndoa, aparecem como uma opção crescente às bebidas com soja. Embora ainda representem menos da metade do valor de mercado destas, deverão ter um avanço anual próximo de 25% nos próximos cinco anos, segundo os autores da pesquisa.

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As informações são da Época Negócios.

Figura 2

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